Atividade Física e Câncer: O Impacto na Jornada do Paciente Oncológico
O Diário - 8 de julho de 2026
Estella Costa Leite, estudante do 5° Período do curso de Medicina, orientada pelo prof. Daniel D'Almeida Preto
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Os benefícios da atividade física à saúde não são novidade para ninguém. A sua prática regular, de fato, previne e auxilia no controle de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade, além de contribuir para um melhor condicionamento físico e mental. As diretrizes da American Cancer Society (Sociedade Americana de Cancerologia) recomendam de 150 a 300 minutos de exercícios de intensidade moderada por semana, como caminhadas rápidas, somados a pelo menos dois dias de fortalecimento muscular. Mas uma pergunta que ganha força nos dias atuais é: como o movimento corporal reduz o risco de desenvolvimento do câncer?
O câncer caracteriza-se pelo crescimento desordenado de células que sofrem mutações, e com capacidade de disseminação. O exercício físico atua da prevenção primária ao suporte durante o tratamento, podendo ainda reduzir as chances de recidiva. O mecanismo vai muito além da redução do peso corporal; ele atua como um regulador endócrino, ao controlar os níveis de insulina, reduzir a inflamação e equilibrar os hormônios. Ocorre, também, a ativação do sistema imunológico que irá combater as células mutadas. A prática durante o tratamento, personalizada e ajustada a cada paciente, é fundamental para conter o avanço tumoral e amenizar os efeitos adversos do tratamento, elevando o bem-estar e a qualidade de vida. Apesar de variar conforme fatores como idade, estágio da doença e hábitos de vida do paciente, sua adoção é fundamental ao longo do tratamento.
Além disso, a regularidade da atividade física também promove um estilo de vida mais equilibrado. Aqueles que se exercitam regularmente tendem a incorporar uma alimentação mais saudável, buscando nutrientes que ajudam no desempenho e recuperação, reduzem o consumo de alimentos processados, e apresentam melhora na qualidade do sono e saúde mental, além da redução do estresse e peso. Diversos fatores que contribuem ainda mais na redução global de riscos à saúde. Portanto, a integração da atividade física à rotina deve ser tratada com seriedade em todas as fases da vida, sendo um componente indispensável do cuidado oncológico, tanto na prevenção quanto no tratamento da doença.