O que move o mundo e sustenta a economia, não é comestível
O Diário - 16 de julho de 2026
Ana Paula Ferreira. Pós-graduada em Sociologia da Educação e Cultura
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Já parou para pensar que dinheiro não se come? E se não alimenta, não mata sede, não cobre o corpo e nem aquece, porque tudo depende dele? Porque aprendemos a valorizar tanto ele, a ponto de proteger em espaços seguros e vigiados e desabrigamos o ser humano? Concordo que às vezes pensar demais, chega a doer o coração, a cabeça, a alma, mas, como se vive sem pensar. Se eu insisto em existir, eu penso, vivendo o momento, visitando o passado e elaborando o futuro. Precisamos realmente aprender a planejar o futuro, olhar nos olhos novamente, não falar tudo o que sabe, sem ouvir o outro. Não acreditar em tudo que ouve e aprender a rir de piada mesmo, sem buscar duplo sentido. Sem querer entender, o que foi dito, porque pode ser que não foi mesmo, aquele que escutou, ou achou que entendeu. A vida não é útil, se não for boa além do próprio umbigo. Você se conhece ou é um mistério para si mesmo? Será que a finalidade do trabalho, é só o dinheiro? O pensamento precisa de supervisão, mediação e reflexão, sempre. As coisas mudam, o tempo muda e a vida continua. E não podemos acreditar que ela paralisa, nem se cristaliza. A vida é cristal, não a matéria em si. Mas, o sistema capitalista tem um grande poder de seduzir e fazer sentir, que nada é novo o suficiente. Humanizar-se não é um destino, é um caminho. E precisa de vontade de amar, de mover, aquecer, curar e alimentar corpo e a alma. Seja bem vindo julho.