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A política é das mulheres

O Diário - 24 de julho de 2026

A política é das mulheres

Danilo Nunes é advogado e professor. Pós-doutor em Direito e membro da Academia Barretense de Cultura – ABC

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À exceção de Barretos, a política em 2026 é das mulheres. As pesquisas retratam momentos do ano eleitoral e trazem o recorte atual da força das mulheres. De Michele Bolsonaro à Marina Silva, em todos os espectros partidários, a pauta feminina será a força motriz para tornar o debate eleitoral plural, amplificar a representatividade e dialogar com setores antes impensáveis.

Qualquer brasileiro verdadeiramente democrata ao olhar para o passado político nacional tem vertigem imediata e cai para trás só de ver que as mulheres passaram a votar na década de 1930. E, em quase 100 anos, mesmo tendo uma única presidente eleita, nunca se ampliou tanto a participação da mulher na política como neste ano com ares de pautar o debate nacional. Romeu Zema, atropelado por Renan Santos, sinaliza que quer Michele como vice. Damares se retira do show de vexames a que tem se sido submetida pelo time de Flávio Bolsonaro e, daí, quando acha que acabou, pá... o impensável: Marina Silva e Simone Tebet lideram em pesquisas para as duas vagas ao Senado por São Paulo.

Celina Leão e Leila do Vôlei lideram no Distrito Federal, Benedita da Silva no Rio de Janeiro, Rayssa Furlan no Amapá, Marília Arraes em Pernambuco e a potiguar Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte vão de “estorvo” histórico ao protagonismo, promovendo inclusão e vocalizando a vontade da maioria do eleitorado que é de mulheres.

A pauta que precisa ser servida à mesa no almoço de domingo da “família tradicional” tem cardápio indigesto como desigualdade salarial na mesma posição, violência doméstica, morte em razão de gênero, alijamento em razão de cor da pele, melhores condições de cuidados com os filhos, acesso ao topo das carreiras educacionais, amparo na velhice, políticas para o combate à gravidez na adolescência e contenção dos abusos e estupros estratosféricos, que assustam o mundo todo.

A presença das mulheres na política permite a oxigenação que os homens não foram capazes de promover, além de incluir, naturalmente, mães, trabalhadoras, comerciantes, professoras, pretas e brancas, no cenário nacional. Do Brasil para o mundo, o show está só começando!