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A busca pelo emagrecimento e os limites da saúde

O Diário - 25 de julho de 2026

A busca pelo emagrecimento e os limites da saúde

Carolina Datorre Jubilato, aluna do 5° Período da FACISB orientada pelo professor Eduardo Marcelo Cândido

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Ela promete menos fome, mais controle e uma perda de peso impressionante. A tirzepatida, de nome comercial Mounjaro, ficou conhecida como “a caneta milagrosa” nas redes sociais. Mas resultados rápidos podem esconder riscos silenciosos à saúde.

Criado para tratar diabetes tipo 2, o medicamento também passou a ser utilizado no tratamento da obesidade e, muitas vezes, por pessoas que buscam apenas emagrecer, sem orientação médica. É aí que o perigo começa. No início, os efeitos podem parecer leves, como náuseas, alterações intestinais e sensação constante de estômago cheio. Porém, nem sempre os sintomas se restringem ao desconforto gastrointestinal. Em alguns casos, podem ocorrer complicações mais graves, como pancreatite, alterações na vesícula biliar, desidratação e desequilíbrios metabólicos.

Além disso, emagrecer rapidamente nem sempre significa emagrecer com saúde. Sem uma alimentação adequada e a prática regular de atividade física, especialmente exercícios de fortalecimento muscular, parte do peso perdido pode corresponder à massa muscular e não apenas à gordura corporal. Isso pode reduzir a força, diminuir o gasto energético do organismo e favorecer sintomas como cansaço, perda de disposição e dificuldade para manter os resultados a longo prazo. Outro ponto preocupante é o efeito rebote, ou seja, o reganho de peso após a interrupção da medicação, principalmente quando não há mudanças sustentáveis nos hábitos de vida.

A popularização nas redes sociais reforça a ideia de que emagrecer pode ser simples, rápido e sem consequências. No entanto, saúde exige acompanhamento, equilíbrio e responsabilidade. Quando prescrito corretamente e acompanhado por profissionais capacitados, o medicamento pode trazer benefícios importantes para a saúde e para a qualidade de vida. Vale lembrar que nenhum medicamento substitui uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física e o acompanhamento profissional. Antes de seguir tendências do momento, é importante compreender os riscos que nem sempre aparecem nas redes sociais.