Três réus são condenados em crime ocorrido durante jogo da Copa de 2022
Roberto José - 25 de julho de 2026
Três réus são condenados em crime ocorrido durante jogo da Copa de 2022
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Após cerca de 21 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Barretos concluiu, nesta sexta-feira (24), o julgamento dos quatro acusados envolvidos na morte da jovem Barbara Carolina Cantídio, de 17 anos e na tentativa de homicídio de outras três vítimas. O caso ocorreu no dia 9 de dezembro de 2022 após jogo do Brasil.
No julgamento o réu Carlos Alberto Marques de Castro autor dos disparos foi condenado a uma pena de 37 anos e 4 meses, já Vinícius de Oliveira de Jesus foi condenado a 35 anos, 9 meses e 10 dias e Caio Vinicius Narcizo de Oliveira Conceição pegou 28 anos. Já o réu Roberval Arena de Silva Filho foi absolvido
BRIGA
O crime ocorreu em 9 de dezembro de 2022, após uma briga iniciada no North Shopping Barretos, logo depois de uma partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
Além de Barbara, que foi atingida por disparos de arma de fogo na rotatória do shopping e morreu após dar entrada na UPA, o caso também envolveu as vítimas de tentativa de homicídio Débora Cristina Rebor Basílio, baleada no peito e sobrevivente, além de Gabriel Henrique Vianna e Maria Vithória dos Santos Crispe, que não sofreram lesões.
Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas e realizados os interrogatórios dos réus, seguidos pelos debates entre acusação e defesa.
Os réus Carlos Alberto Marques de Castro, Caio Vinicius Narcizo de Oliveira Conceição, Roberval Arena de Silva Filho e Vinicius de Oliveira de Jesus, que já estavam presos em unidades prisionais de Ribeirão Preto, Serra Azul e Pontal, foram levados a julgamento.
Segundo a advogada Priscila Zinato Demarchi, responsável pela defesa de Vinicius de Oliveira de Jesus, Carlos Alberto confessou ter efetuado os disparos que atingiram Barbara. A defesa sustentou a tese de que os demais acusados não tinham conhecimento prévio da conduta de Carlos, alegando ausência de ajuste de vontades para a prática do crime.
O julgamento foi presidido pelo juiz Hélio Alberto Navarro, com atuação do promotor de Justiça Giovani Martini Loss na acusação. A defesa dos réus foi realizada pelos advogados Cassiano Figueiredo dos Reis (Carlos Alberto e Caio Vinicius), Marco Antônio dos Santos (Roberval Arena de Silva Filho) e Priscila Zinato Demarchi (Vinicius de Oliveira de Jesus). “Nós vamos recorrer da decisão, porque durante o julgamento ocorreram várias nulidades que são atos que não podem ocorrer por parte do Ministério Público. Eu e o dr. Cassiano vamos recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo para pedir a anulação do júri e ser realizado um novo julgamento ou mesmo para redução da pena. Observamos que o promotor de justiça fez sustentação oral com apelo emocional, quando, na verdade, deveria ter se amparado exclusivamente nas provas existentes no processo, fato que gera nulidade segundo entendimento das instâncias superiores STJ e STF", afirmou Pricila Demarchi.