Olímpia, show de competencia e criatividade
O Diário - 7 de agosto de 2026
Marcelo Murta
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Sou um apaixonado por shows de aberturas de grandes eventos. Um dos melhores que assisti foi a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos da União Soviética em 1980. Realizada por grupos folclóricos representando as quinze repúblicas do país. Inesquecível o conjunto de conexões das danças tradicionais com trajes típicos, coreografias gigantescas e mosaicos humanos nas arquibancadas celebrando a diversidade cultural da URSS. O 62º Festival do Folclore de Olímpia, inaugurado esta semana, me lembrou Moscou. Um espetáculo apresentando as manifestações tradicionais dos estados brasileiros. Uma verdadeira Ópera celebrando a diversidade de danças folclóricas. Numa época de ruídos das redes sociais e uso abusivo de IAs, Olímpia dá a lição que corpos e mentes integrados mostram a competência dos seres humanos. Criado pelo Professor José Sant’anna, o evento começou pequeno. Depois foi tomando fermento do empreendedorismo e cresceu de maneira impactante. Dona Cidinha Manzolli, parceira de Sant’anna, é uma das maiores autoridades em folclore do país. Com mais de oitenta anos esteve firme presente na inauguração. Foi noite de estreia também do Vila Brasil. Um restaurante e bar de arquitetura exuberante e moderna. Com shows ao vivo. Aberto o ano todo. O baterista barretense Ferrugem se apresentou com sua banda. Público chic no urtimo. E mulheres deslumbrantes que fazem jus ao apelido de Cidade da menina moça. Hugo Resende, secretário do Turismo, prestigiou o evento. Obrigado minha amiga Cris, assessora de imprensa do Termas dos Laranjais que nos apresentou as maravilhas do Festival. Parabéns a nossa Orlando Brasileira. Abraços Cavalares.