Parkinson: Entenda a Doença e como Proteger o Cérebro
O Diário - 8 de agosto de 2026
Isabella Sumaio Tosta, estudante do 4º período do curso de Medicina da FACISB, orientada pelo prof. Robson Aparecido dos Santos Boni
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A doença de Parkinson é uma condição neurológica progressiva crônica e complexa que afeta a coordenação dos movimentos. É resultante de uma integração de fatores ambientais, genéticos e do envelhecimento.
Ela ocorre pela perda de neurônios na substância negra, região encefálica que produz a dopamina, um mensageiro químico essencial para que o corpo execute movimentos da vida cotidiana como andar e apanhar objetos de forma fluida e automática.
Com a redução da dopamina, surgem os sinais clássicos: lentidão motora, rigidez muscular, instabilidade no equilíbrio e tremor em repouso (tremor nas mãos). Embora atinja majoritariamente pessoas acima de 60 anos, o diagnóstico antes dos 50 (Parkinson precoce) pode ocorrer por influência genética, muitas vezes apresentando uma evolução mais lenta devido à maior neuroplasticidade do cérebro jovem, o que permite que o cérebro lide com a doença e responda a ela de maneira mais efetiva.
Ainda que não exista cura definitiva, o tratamento multidisciplinar — unindo medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia — é altamente eficaz para controlar os sintomas, retardar a progressão e garantir a autonomia do paciente.
Para a saúde do cérebro, a ciência recomenda três pilares fundamentais: exercícios físicos regulares, dieta balanceada e estímulos cognitivos (como leitura e novos aprendizados). Manter o corpo ativo e o convívio social são estratégias cruciais para fortalecer o sistema nervoso e assegurar uma melhor qualidade de vida a longo prazo.