Polícia Civil deflagra operação em investigação do Golpe do Falso Advogado
luis.nascimento - 11 de agosto de 2026
Mandados de prisão foram cumpridos na manhã desta terça-feira em São Paulo
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Mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo
A Polícia Civil através da CPJ (Central de Polícia Judiciária) com apoio do GOE de Barretos, GER e Divisão de Capturas da Capital, deflagrou na manhã de terça – feira (11), a “Operação APATE”, visando o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão domiciliar resultado de investigação que apura a atuação de associação criminosa especializada na prática do denominado “Golpe do Falso Advogado”.
As diligências investigativas iniciaram quando uma vítima em Barretos registrou ocorrência noticiando ter sofrido prejuízo financeiro ocasionado pelo golpe. O trabalho de investigação, coordenado pelo delegado Gustavo Lopes Coelho, após seis meses identificou elementos indicativos da existência de uma organização estruturada voltada à prática reiterada de fraudes eletrônicas, especialmente mediante a falsa representação de advogados, escritórios de advocacia e supostos setores de liberação de valores judiciais.
Segundo apurado, foram identificados cinco investigados (quatro homens e uma mulher) que utilizavam perfis de aplicativos de mensagens, chamadas de vídeo, compartilhamento de tela e material visual contendo símbolos e referências ao Poder Judiciário, criando ambiente de aparente legitimidade para convencer vítimas sobre a existência de valores judiciais disponíveis para levantamento.
A investigação apontou ainda a utilização de imagens e dados de profissionais da advocacia sem autorização, bem como consultas ilícitas a informações processuais e pessoais para conferir maior credibilidade à fraude.
As provas reunidas demonstraram a atuação coordenada dos integrantes da associação criminosa, que possuíam divisão de tarefas e compartilhavam recursos tecnológicos destinados à execução dos golpes.
Foram identificados diversos elementos compatíveis com a prática criminosa, incluindo registros de contatos com vítimas, pesquisas sobre advogados de diferentes Estados da Federação, utilização de plataformas de mensagens e ferramentas voltadas à obtenção de dados pessoais e processuais.
As ordens judiciais foram cumpridas em endereços vinculados aos investigados na região de Itaquera em São Paulo.
Foram presos três integrantes da associação criminosa com idades entre 23 e 25 anos, todos apontados como participantes do esquema investigado, restando ainda dois investigados foragidos.
Também foram realizadas buscas destinadas à arrecadação de aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento digital, documentos e outros elementos de interesse para aprofundamento da investigação.
Durante a apuração foram identificados firmes indícios da participação dos investigados em outras fraudes eletrônicas, além da existência de conexões com diferentes ocorrências registradas em unidades policiais de diversos municípios brasileiros, circunstâncias que continuam sendo objeto de investigação.
O nome da operação faz referência a “Apate”, figura da mitologia grega associada ao engano, fraude, dissimulação e ardil, em alusão ao modo de atuação empregado pelo grupo criminoso para induzir vítimas em erro e obter vantagens patrimoniais ilícitas.
A Polícia Civil prossegue com a análise do material apreendido, buscando identificar outras vítimas, delimitar a extensão dos prejuízos causados e esclarecer integralmente a atuação da associação criminosa.