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Aumento de escorpiões acende alerta em Barretos

O Diário - 21 de agosto de 2026

Aumento de escorpiões acende alerta em Barretos

Heloísa Consoni Sawamura, estudante do 4. Período do curso de medicina da FACISB, orientada pela profª Aline Aline Junqueira Bezerra

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A presença de escorpião nas casas deixou de ser uma ameaça distante, restrita a áreas rurais ou de mata. O que antes parecia um evento raro tornou-se uma preocupação crescente para moradores de Barretos. Nossa cidade não está sozinha nessa batalha: estima-se que entre 2014 e 2023 os casos de picadas aumentaram mais de 250% no Brasil, totalizando cerca de 1,1 milhão de ocorrências.

Mas por que esses animais estão cada vez mais comuns nas áreas urbanas? Escorpiões se proliferam em locais com lixo e entulho, que favorecem o aparecimento de baratas, seu principal alimento. Esse cenário descreve a realidade de bairros de Barretos, onde o crescimento urbano rápido cria ambientes favoráveis para a proliferação da espécie.

Reconhecer os sintomas de uma picada pode fazer toda a diferença. A maioria dos casos apresenta dor, formigamento e inchaço na região, mas algumas vítimas evoluem para sinais de alerta como sudorese excessiva, vômitos e dificuldade para respirar, exigindo ação médica imediata, especialmente em crianças e idosos.

Em caso de picada, a primeira medida de cuidado é higienizar o local, com água e sabão. Em seguida, a vítima precisa ser levada à Santa Casa, para que um profissional de saúde a avalie, definindo o tratamento adequado. Em casos leves o tratamento pode ser conservador, incluindo uso de analgésicos para o alívio da dor e monitorização do quadro. Em casos mais graves, a conduta médica pode incluir a administração de soro antiescorpiônico.

É importante evitar práticas populares que não ajudam e podem piorar a situação. Algumas medidas de “primeiros socorros” não são recomendadas: evite sugar o veneno, amarrar tecidos na região para reduzir a circulação ou aplicar pomadas na região da picada. Essas práticas, não devem ser realizadas podendo agravar os casos e atrasar a busca por ajuda.

Medidas simples podem reduzir o risco: manter quintais limpos, evitar entulho, controlar baratas, vedar frestas e conferir roupas antes de vestir são atitudes que fazem a diferença. O escorpião tornou-se uma praga cada vez mais frequente em zonas urbanas, e o olhar atento da população é essencial para garantir proteção individual e coletiva contra esse novo invasor.