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Mulher morta e esquartejada é sepultada em Barretos

Roberto José - 25 de agosto de 2026

O corpo de Amanda da Silva, 30 anos, que estava desaparecida desde 19 de julho, em São José do Rio Preto, foi sepultado em Barretos na manhã desta terça-feira (25), no Cemitério Municipal.

Amanda da Silva

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O corpo de Amanda da Silva, 30 anos, que estava desaparecida desde 19 de julho, em São José do Rio Preto, foi sepultado em Barretos na manhã desta terça-feira (25), no Cemitério Municipal. Segundo a família, Amanda, que vivia em situação de rua, não teve o boletim de ocorrência registrado de imediato porque desaparecimentos temporários eram frequentes devido ao uso de entorpecentes, vício iniciado há dez anos, após a morte de sua mãe de criação.

Apesar da luta contra o vício e das passagens por clínicas de reabilitação, Amanda mantinha uma relação próxima com a prima Karim Silva, com quem se mudou para Rio Preto há sete anos. Ela não tinha inimizades e era muito querida na comunidade.

A identificação oficial só foi possível após a localização dos antebraços e das mãos da vítima em um piscinão do Parque Estoril, no dia 5 de agosto. Devido ao avançado estado de decomposição, o Instituto de Criminalística de Rio Preto utilizou técnicas de reconstrução facial em 3D a partir do crânio encontrado. O laudo necroscópico apontou cerca de 20 perfurações no peito da vítima.

A perícia técnica colheu provas fundamentais para desmentir a versão do suspeito. Entre elas, exames identificaram vestígios de sangue de Amanda no colchão, em um chinelo e na mochila do investigado. Já o imóvel de dois cômodos onde o crime ocorreu não possui rede de água ou esgoto. No local, foram apreendidos preservativos, um estrado de cama quebrado e uma faca partida ao meio.

O acusado do crime, Marciel Dias dos Santos, é natural de Santa Rita de Cássia (BA), pai de duas filhas, e trabalhava havia dois meses como assador de carnes em uma rotisseria da cidade. Ele possui antecedente criminal por agredir e morder a ex-esposa por não aceitar que ela trabalhasse.

Em depoimento à polícia, Marciel afirmou ter conhecido Amanda em uma praça no dia 21 de julho e levado a mulher para sua casa. Ele alegou que houve uma briga, na qual ela teria batido a cabeça e morrido, versão contestada pelas cerca de 20 facadas apontadas pelo laudo. O suspeito também confessou ter esquartejado o corpo e feito várias viagens para jogar partes da vítima em lixeiras de uma marmitaria e em um bueiro da região.

O sepultamento foi realizado em Barretos após a liberação do Instituto Médico-Legal. Segundo a prima Karim de Souza Silva, que considerava Amanda como uma prima-irmã, a vítima tinha vínculos com a cidade, onde residiu por muitos anos com as irmãs, além de outros familiares estarem sepultados em Barretos. Amanda nasceu na cidade paulista de Jandira (SP).