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Pé diabético

O Diário - 3 de setembro de 2026

Pé diabético

Pedro Henrique Herreiro Antunes Estudante do 6º período do curso de Medicina da FACISB, orientado pela profª Larissa Vedovato Vilela de Salis

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O diabetes é uma doença muito comum. Ela acontece quando a glicose - conhecida como “açúcar no sangue” - fica elevada. Na maioria dos casos é assintomática, mas se muito descompensada, pode causar manifestações clássicas como perda de peso, aumento da fome, da sede e do volume urinário. Caso a doença não seja controlada, podem ocorrer complicações de longo prazo que afetam os olhos, rins, coração, vasos sanguíneos e nervos. O acometimento dos nervos pode gerar sintomas como formigamento, queimação, dor, dormência ou até perda da sensibilidade. Já quando os vasos sanguíneos são prejudicados, a cicatrização de feridas se torna lenta, pois a grande quantidade de glicose no sangue dificulta a chegada de oxigênio ao local. A associação entre a perda de sensibilidade e cicatrização demorada nos pés causa o chamado pé diabético. Ele traz como consequência feridas de difícil cicatrização, infecções graves, deformidades ósseas e, nos casos mais severos, a amputação dos membros inferiores, sendo responsável por 70% de todas as amputações no mundo. E como impedir que o diabetes evolua para um pé diabético? A prevenção começa com cuidados simples, examinar os pés todos os dias, principalmente entre os dedos, em busca de feridas, rachaduras e inchaço, lavar e secar bem, hidratar a pele, evitar andar descalço e sempre utilizar sapatos fechados, que diminuam o risco de machucados, e claro, controlar o diabetes, utilizar as medicações de forma adequada, medir a glicemia regularmente e manter um acompanhamento constante com o médico. 

Caso perceba algum sinal importante, como perda da sensibilidade, feridas que demoram para cicatrizar ou uma glicemia difícil de controlar, procure por atendimento médico nas Unidades Básicas de Saúde, pois no diabetes, uma ferida nunca deve ser ignorada.