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26º Domingo do Tempo Comum (Mt 21, 28-32)

Diocese de Barretos - 27 de setembro de 2026

26º Domingo do Tempo Comum (Mt 21, 28-32)

26º Domingo do Tempo Comum (Mt 21, 28-32)

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A parábola que ouvimos na liturgia deste domingo (Cf. Mt 21, 38-42) Jesus se serve da imagem dos dois filhos, para censurar a atitude daqueles que aparentam ser obedientes, mas de fato não são, e os que desobedecem no primeiro momento, mas, depois voltam atrás e cumprem o que o pai lhes pedira.

Nesta parábola Jesus está falando aos sumos sacerdotes e anciãos do povo, aqueles que atuavam no Templo judaico e se consideravam exemplo de cumprimento da Lei de Moisés. Jesus a fim de revelar-lhes a sua malícia fala de dois filhos, que reagem diversamente a vontade do seu pai. O primeiro embora num primeiro momento tenha se recusado a trabalhar na vinha, mas “depois mudou de opinião” e cumpriu o que pai pediu. O outro filho, por sua vez, diz que vai, mas na verdade não foi. 

As palavras que seguem a parábola demonstram que esta é uma crítica forte que Jesus faz aos que no seu tempo acreditavam ser os autênticos interpretes da Lei de Moisés e, por isso, não só impunham sobre os outros pesados fardos, mas também embora conhecessem a Lei, não se convertiam diante do apelo que Deus lhes fazia pela pregação de João Batista e do próprio Jesus, seu Filho amado.

Jesus diz que eles se comportam como aquele filho que embora dissera sim depois se recusou a cumprir o que o pai lhe pediu. Entretanto, os pecadores, prostitutas e publicanos que se converteram diante da pregação de João Batista haverão de precede-los no Reino de Deus. 

Jesus não censura o conhecimento das Escrituras, mas, a pouca disposição daqueles que na sua época se colocavam nos primeiros lugares da sinagoga e queriam ser chamados de “Mestre” em cumprir o que a Lei de Deus determinava.

As exigências de Deus não bastam boas palavras. Jesus diz: “Nem todo o que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino do céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai, que está no céu” (Mt 7,21).

O drama que a parábola revela está no fato de que aqueles que eram considerados malditos, escandalosos e intoleráveis aceitaram o apelo à penitência; enquanto que os “justos” que confiavam na sua própria justiça, naquela que nasce do puro cumprimento da lei” rejeitaram o portador da justiça salvador, e por isso foram excluídos do Reino, excluíram-se a si mesmos ao não quererem aceita-la. 

O único caminho de salvação é o que foi aberto por Deus, em Cristo, para todos os homens do universo. O caminho da fé.

Crer na lógica do Evangelho é converter-se. Converter-se por sua vez é o mesmo que crer. Quando Jesus iniciou o seu ministério o seu primeiro apelo foi de conversão: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Cf. Mc 1,15). Não se trata de duas atitudes, mas única: convertemo-nos crendo e cremos convertendo-nos. Foi isso que os mais religiosos no seu tempo recusaram fazer; e, no entanto, os pecadores aceitaram e fizeram.

Dom Milton Kenan Júnior

Bispo diocesano