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Doação de órgãos ganha reforço com história de paciente 

Sandra Moreno - 22 de setembro de 2026

Doação de órgãos ganha reforço com história de paciente 

SOLIDARIEDADE: Jussara passou por transplante de córneas em 2022 na Santa Casa 

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A campanha Setembro Verde mobiliza a Santa Casa de Barretos para conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Um dos exemplos é o da técnica de enfermagem Jussara Salles, que voltou a enxergar após receber um transplante de córnea em 2020 e hoje compartilha sua experiência para incentivar outras pessoas a conversarem com a família sobre a decisão de ser doador.

Ela perdeu a visão do olho esquerdo durante a pandemia, após uma infecção por fungo, entrou na fila emergencial e foi transplantada poucos meses depois. "Sou muito grata à família que decidiu doar. Minha visão foi salva por uma doação de córnea", afirma.

A campanha reforça que, no Brasil, a doação após a morte só acontece com autorização da família, por isso é fundamental manifestar esse desejo em vida e deixar essa vontade conhecida pelos familiares.

Na Santa Casa, a Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT), que completa dez anos de atuação, acompanha todo o processo, desde a identificação do potencial doador até o acolhimento dos familiares durante o diagnóstico de morte encefálica e a apresentação da possibilidade de doação.

O coordenador da equipe, o médico Mário Roberto Rezende Guimarães Júnior, destaca que a decisão é sempre da família. "Se a pessoa tem vontade de doar, é importante comunicar isso aos familiares em vida."

A enfermeira Tainara Barbosa Rodrigues de Souza explica que transparência e acolhimento fazem parte do atendimento. "Quanto mais informações sobre todas as etapas são oferecidas, maiores são as possibilidades de doação."

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 90% dos transplantes realizados no país são feitos pelo SUS, seguindo critérios técnicos como compatibilidade, gravidade e tempo de espera.