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Os candidatos e as metas políticas

O Diário - 22 de setembro de 2026

Os candidatos e as metas políticas

A força do cabo eleitoral em Barretos

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Nem todo candidato disputa eleição para vencer. Ao contrário de uma partida de futebol em que o objetivo é a vitória, em política o resultado tem diferentes variáveis. Isto não é novidade, nem faz parte das transformações eleitorais. Os partidos lançam candidatos para “completar” chapa, para atender “contas”, para somar votos da legenda. Em certas ocasiões, um candidato é apresentado numa zona eleitoral para “tirar” voto de outro partido ou adversário.

A prática de lançar candidato num pleito como estratégia eleitoral para a próxima eleição tem sido comum. Como os pleitos são bienais, ora envolvem a disputa municipal ora as vagas estaduais e federais, uma candidatura em 2026 pode na verdade preparar terreno para 2028.

Uma modalidade concreta é de “dobradinha” para introduzir um candidato externo num reduto interno. Assim, um postulante a estadual “carrega” no santinho o candidato a federal – e vice-versa – servindo efetivamente como “cabo eleitoral” privilegiado. Todos os casos assim têm acordo prévio, acerto funcional e operacional.

A eleição de um parlamentar passa pela sigla partidária, por atender a legislação de proporcionalidade. São Paulo vai as urnas dia 4 de outubro para escolha de dois senadores, 70 deputados federais e 94 estaduais. O eleitor barretense tem ainda tarefa de votar num nome para a presidência e um para o governo estadual.

Com um colégio eleitoral de 85.353 votantes, Barretos chega ao pleito de 2026 com redução de 6,3% de inscritos em relação a 2022.