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O cuidado começa antes do pedido

O Diário - 23 de setembro de 2026

O cuidado começa antes do pedido

Rui Carvalho, Diretor de Recursos Humanos, Saúde e Segurança da Tereos 

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Setembro traz para o centro da conversa um tema de extrema relevância: saúde mental.

Falamos sobre prevenção, acolhimento, escuta e sobre a importância de buscar ajuda. Mas existe uma conversa igualmente importante: como perceber quando alguém precisa de ajuda, mesmo quando não consegue dizer isso?

Nem todo pedido de ajuda vem em forma de pedido. Às vezes, aparece em uma mudança de comportamento: na pessoa que começa a se afastar, no colega que fica mais quieto ou em alguém que perde o interesse por atividades que antes gostava.

Nenhum desses sinais, isoladamente, permite concluir o que está acontecendo. Não cabe às lideranças diagnosticar ou solucionar questões de saúde mental. Esse é o papel de profissionais especializados. Mas todos podemos fazer algo: perceber.

No ambiente de trabalho, isso começa com atitudes simples: perguntar genuinamente como alguém está, criar espaço para uma conversa e saber ouvir sem transformar toda vulnerabilidade em um problema a ser resolvido.

Confiança é construída no cotidiano, na forma como líderes se relacionam com suas equipes e na certeza de que demonstrar que algo não vai bem não será motivo de julgamento.

Na Tereos, o cuidado com a saúde e o bem-estar dos colaboradores faz parte da nossa cultura de segurança. Por isso, disponibilizamos a IVI, plataforma de apoio ao bem-estar emocional acessível a todos os colaboradores.

O aplicativo oferece sessões de terapia on-line gratuitas, conteúdos personalizados, meditação e relaxamento, acompanhamento do humor e das emoções e dicas de autocuidado. Também permite acompanhar hábitos de atividade física, sono e alimentação.

Mais do que uma ferramenta, nosso objetivo é que as pessoas olhem para a própria saúde mental e saibam que podem contar com esse recurso.

O Setembro Amarelo ajuda a abrir essa conversa. O desafio é fazê-la continuar depois de setembro, nas relações que construímos e nos ambientes que criamos para que alguém se sinta seguro para falar quando não estiver bem.

Às vezes, o primeiro passo para pedir ajuda é perceber que existe espaço seguro para fazê-lo.