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Polícia Civil confirma operação de combate a estelionato eletrônico e associação criminosa

luis.nascimento - 24 de setembro de 2026

Polícia Civil confirma operação de combate a estelionato eletrônico e associação criminosa (Foto: O Diário de Barretos)

Policiais durante cumprimento a mandado de prisão na operação deflagrada na manhã desta quinta - feira (24)

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A Polícia Civil através da Central de Polícia Judiciária de Barretos, com apoio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), e DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), deflagrou na manhã de quinta – feira (24), nas cidades de São Paulo e São Bernardo do Campo, uma operação de combate a estelionato eletrônico e associação criminosa, no golpe conhecido como “Falso Gerente Bancário”.

A ação coordenada pelo delegado Gustavo Lopes Coelho deu cumprimento a sete mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva.  

As investigações tiveram início após o registro de ocorrência envolvendo uma vítima da cidade de Barretos que sofreu prejuízo de mais de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais).

O golpe teve início quando a vítima recebeu mensagem de texto informando a existência de supostos pontos acumulados junto à instituição financeira, passíveis de conversão em benefícios e com alegada data de expiração iminente, sendo que ao acessar o link indicado passou a ser contatada por indivíduos que se apresentavam como funcionários do banco.

 Em seguida, os criminosos informaram a existência de movimentações bancárias supostamente fraudulentas e, utilizando técnicas de engenharia social, convenceram a vítima de que seria necessário adotar medidas de segurança para proteger sua conta.

Durante contato telefônico realizado por aplicativo de mensagens, com compartilhamento remoto de tela, foi induzida a executar diversas operações financeiras sob o falso pretexto de cancelamento das transações suspeitas.

Foram realizados transferências e pagamentos não autorizados em que os valores foram direcionados a contas indicadas pelos fraudadores, consumando o prejuízo patrimonial da vítima.

No decorrer das diligências investigativas, foram obtidos e analisados informações e elementos que permitiram a identificação dos integrantes do grupo criminoso e a vinculação dos investigados à estrutura utilizada para a prática das fraudes.

As apurações apontaram que os envolvidos atuavam de forma organizada, utilizando perfis falsos em aplicativos de mensagens, técnicas de engenharia social, compartilhamento remoto de tela e mecanismos de ocultação de identidade para lesar vítimas em diferentes localidades.

As diligências ainda revelaram vínculos entre os integrantes do grupo e antecedentes investigativos relacionados a crimes da mesma natureza.

Diante dos robustos elementos de autoria e materialidade colhidos durante a investigação, foi representado pela decretação da prisão preventiva dos investigados, medida posteriormente deferida pelo Poder Judiciário.

Durante a operação policial, foram cumpridos os sete mandados de busca e apreensão, sendo apreendidos aparelhos celulares e notebooks e efetuada a prisão de uma investigada de 33 anos, sendo que outros dois investigados ainda permanecem foragidos.

A investigação aponta que o grupo integra associação criminosa especializada na prática reiterada de fraudes eletrônicas, existindo indícios de que outras vítimas possam ter sido lesadas pela organização criminosa, motivo pelo qual as apurações prosseguem para identificação de novos fatos, eventuais comparsas e possíveis vítimas ainda não identificados.