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Somos todos irmãos de sangue 

O Diário - 26 de setembro de 2026

Somos todos irmãos de sangue 

Marcelo Murta

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O sangue na literatura funciona como um símbolo visceral de vida, mortalidade, ancestralidade, violência e paixão. É o retrato falado da Vida, da energia vital e essência da alma humana. “De todo o escrito só me apraz aquilo que uma pessoa escreveu com seu sangue. Escreva com sangue e aprenderá que sangue é espírito”, Nietzche. Por isto digo que escrevo com a alma. Psicografia de escreveteiro, filho das terras de tradições caipiras. Lygia Fagundes Telles, criadora de linguagem própria disse que: “Através do sangue eu podia me apossar do idioma do meu doador. A palavra transmitida no sangue”. Sua literatura carrega o plasma da experiência. Ela escreveu a partir do que viveu: mulher ousada num mundo patriarcal. O sangue é o elemento físico que alimenta o corpo, associado ao sopro vital e a existência. Liquido precioso que une paixão e emoção. Floresce nas profundezas da insanidade do amor e do desejo desvairado. Suplemento vermelho representando os laços de parentesco e a herança genética. E o sangue azul? Patifaria da arrogância aristocrática. O coração de todos é vermelho. Deus quis assim para alertar que o órgão do amor não tem preconceito de raça, classe, gênero e nem de sincretismo religioso. Sangue não vende na farmácia. Não tem patente. E não dá voto. Por isto o desinteresse da classe política. Sangue tem que ser doado. Neste domingo dia 27 acontecerá o Caminhando e Pedalando pela vida no Parque do Peão. Iniciativa de Os Independentes em prol do Hemonucleo do HA. 

Celebração da campanha que conquistou mais de duas mil bolsas no mês de agosto. Doe sangue. Doe Vida. Um dia voce pode precisar. Abraços Cavalares.