Manhãs de domingo
O Diário - 4 de outubro de 2026
Cláudia Lima é cirurgiã-dentista
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Gosto das manhãs de domingo. São saudosas por natureza e ensolaradas de memórias. Domingo é o dia nacional da preguiça. Até quem trabalha pode ir mais devagar. Não há pressa. Só há o tempo e a vida pra ser vivida. Domingo bom de verdade merece uma macarronada e maionese. Com refrigerante bem gelado. Ou um estrogonofe. Ou um frango assado com farofa. Pode ter só a gente, ou pode ter família reunida. Mas sendo manhã de domingo, é dia de esperança. Pra quem acorda muito cedo tem horas pra caminhar, tomar água de coco, comer um pão de queijo na padaria, um pão francês com café coado. Sem pressa. As árvores balançam delicadamente. Um vento fresco que só domingo tem. O sofá da sala é o melhor amigo do domingo. É a extensão da cama e a gente pode escorregar sem medo de perder a hora no tecido macio dele. Se tirar um cochilo, tanto melhor. E quando acordar do cochilo, tomar mais um cafezinho da manhã. Ainda será manhã de domingo.
Nas manhãs de domingo, o tempo floresce. Nas manhãs de domingo, a vida sempre nos espera.
Cláudia Martins de Lima é cirurgiã-dentista, especialista em Ortodontia, Mestranda em Odontopediatria e Ortodontia pela USP