Alzheimer e declínio cognitivo
O Diário - 7 de outubro de 2026
Maria Luísa Furtado de Andrade, estudante do 2º período do curso de medicina da FACISB, sob a orientação o prof. Lucas Borges Pereira.
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O crescimento dos casos de Doença de Alzheimer tem chamado atenção no mundo inteiro. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com algum tipo de demência, e a expectativa é de que esse número triplique até 2050. Apesar disso, nota-se que hábitos adotados ao longo da vida podem ajudar a proteger o cérebro e retardar o aparecimento do declínio cognitivo, sendo eles atividade física regular, alimentação equilibrada, estímulos intelectuais, interação social e práticas que reduzem o estresse. Esses fatores vêm sendo apontados como importantes para preservar a memória, a autonomia e a qualidade de vida durante o envelhecimento. Entre as principais estratégias de prevenção destaca-se a prática regular de atividade física. Exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular auxiliam na manutenção da saúde cerebral e ajudam no controle de doenças cardiovasculares e metabólicas, importantes fatores de risco associados ao Alzheimer. A alimentação também exerce papel importante na proteção cognitiva. Dietas inspiradas no padrão mediterrâneo, ricas em frutas, verduras, peixes, azeite e grãos integrais, associadas à redução do consumo de ultraprocessados, auxiliam no controle metabólico e cardiovascular, impactando positivamente o funcionamento cerebral. Outro aspecto importante envolve a reserva cognitiva, relacionada à capacidade do cérebro de resistir melhor ao envelhecimento quando permanece estimulado. Atividades como leitura, aprendizado de novas habilidades, música e interação social ajudam a manter essa estimulação, enquanto o tratamento e controle de fatores de risco modificáveis (como depressão, estresse crônico, perda auditiva, doenças cardiovasculares e isolamento social) também podem contribuir para reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
Portanto, mesmo que a Doença de Alzheimer esteja relacionada a fatores genéticos e ainda não possa ser totalmente prevenida, pesquisas indicam que hábitos saudáveis podem sim reduzir os impactos da doença e contribuir para um envelhecimento com mais autonomia e qualidade de vida.