Polícia Civil prende vereador e assessores em investigação de peculato e organização criminosa
luis.nascimento - 15 de outubro de 2026
Viatura da Polícia Civil em frente a Câmara Municipal de Olímpia
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Quatro mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão foram cumpridos
A Polícia Civil através da Delegacia Seccional de Polícia de Barretos, com apoio das equipes da DIG, DISE e Central de Polícia Judiciária de Barretos, além do apoio operacional da Força Tática da Polícia Militar, deflagrou na manhã de quinta – feira (15), a Operação “Caixa Frio” em Olímpia.
Os policiais deram cumprimento a oito mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária, contra um vereador atual presidente da Câmara Municipal de Olímpia e três assessores, em investigação que apura os crimes de peculato e associação criminosa.
O trabalho de investigação, coordenado pelo delegado Gustavo Lopes Coelho, foi instaurado após o recebimento de informações que indicavam a existência de um suposto esquema envolvendo o vereador e os três assessores vinculados ao seu gabinete.
“Essa operação de hoje, foi para dar cumprimento a oito mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária, em relação a essa investigação que apura basicamente os crimes de peculato e associação criminosa. O inquérito tramita sob sigilo, maiores informações não podem ser passadas. Mas basicamente está sendo apurado o ajuste envolvendo um vereador da cidade de Olímpia com seus assessores, para que parte das remunerações deles (assessores) fossem entregues e devolvidas a ele (vereador). Então nós estamos apurando até que ponto, que houve o beneficio dos assessores além do próprio beneficio que está sendo apurado perante ao vereador, e também possivelmente a identificação de outros envolvidos nesse fato”, disse o delegado Gustavo.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços vinculados aos investigados, inclusive no gabinete do vereador na Câmara Municipal de Olímpia.
“Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária com prazo inicial de 5 (cinco) dias, e os mandados de busca e apreensão nos endereços vinculados aos investigados, inclusive no gabinete no vereador na Câmara Municipal de Olímpia. O montante total do valor desviado, é objeto de apuração também, e ainda não temos o valor exato. O salário desses assessores girava em torno entre 5 a R$ 6 mil mensais, além do salário maior do chefe de gabinete que é torno de 7 a R$ 8 mil. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados, apreendemos aparelhos eletrônicos (notebooks e celulares) e alguns documentos que serão objetos de análise posterior, para aprofundamento das investigações”, confirmou.
O delegado Gustavo revelou que a investigação iniciou a cerca de 3 (três) a 4 (quatro) meses, após uma solicitação do Ministério Público, para apurar os fatos.
“Essa investigação iniciou-se a cerca de 3 (três) a 4 (quatro) meses, mediante a um próprio requerimento do Ministério Público, para poder apurar os fatos. Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, que é apropriar-se de valores que vem em razão do cargo, e também estamos procurando identificar e apurar a associação criminosa, justamente se esses assessores juntamente com o vereador se associaram para realizar a prática desses crimes, e quanto eles eram beneficiados por esse ajuste. O crime de peculato, tem uma pena máxima de até 12 anos, e a associação criminosa tem pena de até 3 (três) anos”, concluiu.
O vereador e os três assessores foram apresentados na Delegacia Seccional em Barretos.
A defesa do vereador foi procurada pela reportagem, mas por enquanto preferiu não se manifestar.
O nome “Operação Caixa Frio” faz alusão ao estabelecimento comercial do ramo de sorvetes, de propriedade de um dos investigados, onde, segundo elementos colhidos durante a investigação, teriam ocorrido entregas de valores relacionados aos fatos apurados.

Delegado Gustavo Lopes Coelho coordena o trabalho de investigação (Foto: Tininho Junior)