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Bispo divulga ato de repúdio à violência na Praça de São Benedito

Roberto José - 15 de outubro de 2026

No pleno exercício da minha missão como bispo da Igreja Particular de Barretos, venho manifestar meu repúdio ao ato ocorrido na noite do dia 12 de outubro, na Praça de São Benedito

Dom Milton Kenan Júnior, bispo diocesano de Barretos

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A Diocese de Barretos divulgou, na tarde desta quinta-feira (15), um ato de repúdio assinado por Dom Milton Kenan Júnior, bispo diocesano, referente à violenta agressão sofrida por uma mulher trans de 43 anos, conhecida como Jade, na noite de 12 de outubro, na Praça de São Benedito, em Barretos.

A vítima segue internada na UTI da Santa Casa de Barretos em virtude das agressões sofridas. No documento, Dom Milton manifesta solidariedade à vítima e aos seus familiares, condena a violência, reafirma a dignidade de toda pessoa humana e pede a responsabilização dos agressores, conforme determina a lei. Confira a íntegra do texto abaixo:

No pleno exercício da minha missão como Bispo da Igreja Particular de Barretos, venho manifestar o meu repúdio ao ato ocorrido no último dia 12 de outubro, na Praça de São Benedito, cuja vítima, uma pessoa trans, conhecida como Jade, de 43 anos, foi apedrejada e espancada com tamanha violência, marcada com requinte de maldade, por dois homens.

Quero, antes de tudo, solidarizar-me com a família que lamenta e agora sofre pela vítima, que se encontra hospitalizada.

Ao mesmo tempo quero, em meu nome e da Diocese de Barretos, repudiar tamanha agressão e ato de violência, considerando o que nos ensina o Papa Leão XIV, na sua Encíclica “Magnifica Humanitas”: “A sua dignidade não depende das capacidades que possui, das riquezas ou da função que desempenha, de escolhas certas ou erradas, mas é um dom que a precede e a ultrapassa, concedido por Deus como expressão do seu amor que nunca falha” (MH 50). No mesmo sentido, a Declaração “Dignitas Infinita”, do Dicastério para a Doutrina da Fé, recorda que “uma dignidade infinita, inalienavelmente fundada no seu próprio ser, é inerente a cada pessoa humana” (DI 1).

E acredito que, movidos pela nossa fé cristã, não podemos deixar de manifestar publicamente nossa indignação com atos como este, que ferem a dignidade humana.

Queira Deus que os responsáveis sejam punidos como determina a lei, e que a vítima possa recuperar a saúde e retornar ao convívio da sua família e da sociedade.