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Espírito de equipe

O Diário - 17 de outubro de 2026

Espírito de equipe

Rosa Carneiro é empresária, escritora e integrante da Academia Barretense de Cultura

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Contam que na carpintaria, houve uma vez uma estranha reunião de ferramentas, para tirar as suas diferenças.

O martelo exerceu a presidência, entretanto o notificaram de que teria de renunciar.

Por quê? Porque fazia demasiado ruído e, também, passava o tempo todo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso. Disse que ele necessitava dar muitas voltas para que servisse para alguma coisa.

Ante o ataque, o parafuso aceitou também, mas na sua vez pediu a expulsão da lixa.  Provou que ela era muito áspera em seu tratamento e sempre teria atritos com os demais. A lixa esteve de acordo, com a condição de que também fosse expulso o metro, que sempre ficava medindo os demais segundo sua medida, como se fosse o único perfeito.

Nisso entrou o carpinteiro, colocou o avental e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.

Finalmente, a grossa madeira inicial se converteu em um lindo móvel.

Quando a carpintaria ficou novamente só, a reunião recomeçou.

Disse o serrote:

- Senhores! Estamos de parabéns! Fizemos um lindo trabalho! Temos inúmeros defeitos, como foi demonstrado horas atrás, entretanto o carpinteiro trabalhou com nossas qualidades. E aí está o belo trabalho que realizamos juntos, esquecendo de nossos defeitos e usando somente nossas qualidades e nossa boa vontade. Isso é o que nos faz valiosos. Assim, superemos os nossos pontos negativos e concentremo-nos na utilidade de nossos pontos positivos. Todos concluíram, então, que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para afinar e limar a aspereza e o metro era preciso e exato.

Sentiram-se felizes com suas qualidades e por trabalhar juntos, entendendo que sozinhos nunca seriam capazes de realizar tão importante trabalho, porque um completava o outro.

Muito já foi escrito sobre a união das forças de uma equipe.

Este, ainda que simples é outro exemplo, que devemos usar como referência de nossas reflexões diárias. Qualquer atividade fica mais forte e segura se realizada a quatro, seis, oito mãos ou duas, três ou quatro opiniões.

Muitas vezes, nosso orgulho, prepotência, inveja não nos permitem dividir ou somar com o colega a ajuda de um trabalho que seria muito mais eficiente se fosse realizado a dois ou mais: uma resposta a uma pequena consulta a um colega, elimina aquela dúvida ou aquele esquecimento momentâneo, sem que com isso nos sintamos humilhados ou denegridos. Isto se chama companheirismo ou então espírito de equipe. Dar o melhor de si para que todos tenham êxito em suas realizações.

A unidade é certamente o segredo da felicidade. Ninguém consegue viver e realizar-se sozinho.