A amendoeira, o carvalho e o ipê amarelo
O Diário - 18 de outubro de 2026
A amendoeira, o carvalho e o ipê amarelo
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Um barretense estava no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, quando foi abordado por um viajante, questionando “o que Barretos tem ?”. A pergunta foi acolhida com alegria, recordando a indagação feita pelo carvalho à amendoeira: - Fala-me de Deus! “A amendoeira floresceu”. A poesia de Nikos Kazantzakis, autor grego de Cristo Recrucificado, motivou o barretense a mergulhar no Chão Preto.
Agora que 85 mil cidadãos estão aptos para o exercício do voto nas eleições presidenciais em segundo turno, vale a pena um olhar sobre Barretos antes de definir opção para Brasília. Mais que um sentido bairrista, um conceito de civismo, de patriotismo e de democracia. Um voto consciente.
Barretos da Festa de Os Independentes, do Hospital do Amor da Fundação Pio XII, da Cidade de Maria, do Centro de Informações e Cultura dom José de Mattos Pereira, do Colégio Nomelini, do Frigorífico Minerva e da Comitiva Inovação é uma cidade para se ver como caleidoscópio. Barretos é berço natal de Monteiro Filho, Bezerra de Menezes, Luiz Carlos Arutim, Jorge Andrade, Henrique Prata, formando um elenco com luz própria e imortal.
Assim como a árvore floresce quando questionada sobre fé divina, o barretense frutifica quando indagado sobre esperança e entusiasmo. Porque toda época eleitoral é tempo político e social para redescobrir a essencialidade de ser cidadão barretense, cercado de desafios e embates, mas chamado a exercer seus dons na jornada cotidiana. Sem desânimo, sem omissão, sem pessimismo. Enquanto carvalho e amendoeira dialogam, o barretense pode mirar a beleza do Ipê Amarelo.