A autoridade que liberta: O encontro com o santo de Deus
Diocese de Barretos - 13 de janeiro de 2026
Por Pe. Daniel Canevarollo, Vigário Paróquia São Benedito, Barretos.
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A palavra de Deus na santa liturgia de hoje reflete a passagem do evangelho de Marcos 1,21-28 em que Jesus entra na sinagoga em um dia de sábado e, ao começar a ensinar, provoca algo profundo nos presentes: a admiração. O texto nos diz que Ele não ensinava como os escribas, mas com "autoridade". A autoridade de Jesus não vinha de um título acadêmico ou de uma posição política, mas da coerência total entre o que Ele dizia e o que Ele era. Nele, a Palavra de Deus não era apenas uma regra a ser lida, mas uma Presença a ser sentida. Essa autoridade é tão real que estremece as forças do mal. O homem possuído por um espírito impuro grita, reconhecendo Jesus como o "Santo de Deus". É curioso notar que o mal sabe quem Jesus é, mas não o ama. Jesus, com uma ordem curta e direta — "Cala-te e sai dele!" — demonstra que o Reino de Deus chegou para restaurar a dignidade humana e expulsar tudo o que escraviza o coração do homem. Trazer este Evangelho para os dias atuais é um convite para examinarmos a quem estamos dando "autoridade" em nossas vidas. A Palavra que cura, não apenas informa: Em um mundo saturado de informações e opiniões, a passagem nos convida a buscar a voz de Jesus na oração e na Eucaristia. Sua voz ainda tem o poder de colocar "em ordem" o nosso interior bagunçado. Identificar os "espíritos impuros" modernos: Hoje, o mal raramente se manifesta com gritos em uma sinagoga, mas se esconde no desânimo, no vício, no egoísmo e na falta de esperança. Jesus continua querendo nos dizer: "Cala-te e sai!". Ele deseja nos libertar de tudo aquilo que nos impede de ser plenamente de Deus. Se Jesus habita em nós, nossa vida deve causar "admiração" aos outros — não por orgulho, mas pela alegria e pela paz que irradiamos, mesmo em tempos difíceis. Como a fama de Jesus se espalhou por toda a Galileia, que possamos nós, através de nossa vivência neste Ano da Fé em nossa diocese, espalhar a boa notícia de que Ele é o Senhor que nos liberta e nos devolve a vida.




