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A Copa do Mundo e o jogo em equipe da Fé

Diocese de Barretos - 3 de julho de 2026

A Copa do Mundo e o jogo em equipe da Fé

A Copa do Mundo e o jogo em equipe da Fé

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Por Pe. Pedro Lopes, Vigário São Miguel Arcanjo, Miguelópolis-SP

A cada quatro anos, a Copa do Mundo mobiliza multidões. As ruas ganham novas cores, famílias e amigos se reúnem diante da televisão, e até quem não acompanha futebol com frequência acaba se envolvendo com a emoção do torneio. A Copa nos lembra algo muito humano: gostamos de pertencer, de torcer juntos e de celebrar sonhos compartilhados. Talvez seja justamente aí que o esporte tenha algo importante a nos ensinar sobre a vida e sobre a fé. Recentemente, o Papa Leão XIV recordou que o esporte pode ser uma verdadeira escola de valores. Nele aprendemos disciplina, respeito, perseverança e, sobretudo, a importância de caminhar juntos. Nenhum jogador vence sozinho. Por mais talentoso que seja, ele depende dos companheiros, do treinador, da comissão técnica e do apoio de tantas pessoas que trabalham, muitas vezes de forma silenciosa, para que o time alcance seus objetivos. A Igreja também é assim. São Paulo comparava a comunidade cristã a um corpo: cada membro possui uma função diferente, mas todos são igualmente importantes. Nem todos ocupam o mesmo lugar, mas todos são necessários. Há quem anuncie, quem ensine, quem sirva, quem cuide, quem reze e quem sustente a caminhada com gestos discretos de amor. Quando cada um coloca seus dons a serviço do bem comum, a comunidade cresce e o Reino de Deus acontece entre nós. Vivemos tempos marcados pelo individualismo, pela competição exagerada e pela busca de reconhecimento pessoal. Muitas vezes queremos ser os protagonistas de tudo. No entanto, o Evangelho nos convida a uma lógica diferente: a da comunhão. O verdadeiro discípulo não joga sozinho. Aprende a partilhar responsabilidades, a reconhecer o valor do outro e a compreender que ninguém se salva isoladamente. A Copa também nos ensina a lidar com derrotas. Nem sempre o resultado é o esperado. Há lágrimas, frustrações e recomeços. E isso vale para a vida. A fé não nos livra das dificuldades, mas nos ajuda a enfrentá-las com esperança, certos de que Deus continua caminhando conosco mesmo nos momentos mais difíceis. Enquanto acompanhamos os jogos, talvez valha a pena fazer uma pergunta: como temos jogado a partida da nossa própria vida? Pensamos apenas em nós mesmos ou sabemos "passar a bola", apoiar quem está ao nosso lado e trabalhar pelo bem de todos?