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A mente e a pele: uma conexão que merece atenção

O Diário - 20 de dezembro de 2025

A mente e a pele: uma conexão que merece atenção

Maria Angélica Tonato de Oliveira, estudante do 2º período do curso de Medicina da FACISB, orientada pelo prof. Bruno Augusto Tavares

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Quando abordamos a relação entre a mente e a pele, percebemos que essa conexão é mais estreita do que se imagina. Diversos estudos comprovam que o equilíbrio emocional exerce influência significativa tanto no desenvolvimento quanto na evolução de várias doenças dermatológicas. Isso se explica pelo fato de que muitas doenças inflamatórias e autoimunes da pele — como psoríase, dermatite atópica e vitiligo — são mediadas por células do sistema imunológico. Essas condições podem se agravar em períodos de estresse emocional, pois, nessas situações, o organismo libera hormônios e substâncias inflamatórias que acabam desregulando as defesas naturais do corpo, favorecendo o surgimento de crises ou o agravamento dos sintomas.

Além disso, há condições de pele que estão diretamente relacionadas a transtornos mentais. Um exemplo é a tricotilomania, um distúrbio no qual a pessoa arranca, de maneira involuntária, os próprios cabelos. Esse comportamento geralmente está associado à ansiedade e à depressão, mostrando como fatores psicológicos podem se manifestar fisicamente.

Diante dessas situações, fica evidente a necessidade de adotar uma abordagem integral no cuidado ao paciente. Isso significa considerar não apenas o tratamento dermatológico, mas também a atenção à saúde mental por meio de terapia, atividades relaxantes e o fortalecimento do bem-estar emocional. Assim, é possível reduzir crises ou sintomas que contribuem para o aparecimento ou agravamento das doenças dermatológicas.

Cuidar da mente torna-se, portanto, parte essencial do tratamento da pele. O equilíbrio psicológico não só melhora a aparência, mas também contribui de forma significativa para a saúde geral do indivíduo.