A percepção da população sobre os medicamentos genéricos
O Diário - 18 de junho de 2026
Eduarda Krauniski Franzoti, estudante do 5º período do curso de Medicina da FACISB, orientada pela profª Andrea Carla Celotto
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A ideia de que os medicamentos genéricos “não funcionam” e que apenas os medicamentos de referência dão resultado gera muita dúvida. A maioria das pessoas acreditam que é mais fraco ou não possui efeito, mas na verdade a eficácia não vem da “marca”, e sim, de como o fármaco se comporta no organismo.
A ideia de que o genérico tem apenas uma parte do princípio ativo e o restante é placebo precisa ser desmistificada, já que, por lei e sob fiscalização da ANVISA, a concentração do princípio ativo deve ser a mesma, assim, eles atuam da mesma maneira. Há muitos testes e estudos que são feitos para assegurar que são eficientes e seguros para a população e que um pode substituir o outro sem prejuízo.
Além disso, há uma diferença de valores entre eles; os medicamentos de referência são mais caros, e com isso a população acredita que o mais caro é melhor e vai trazer o resultado esperado, mas o valor menor vem do fato de que os fabricantes de medicamentos genéricos não necessitam realizar todas as pesquisas para desenvolver um novo fármaco, pois elas já foram feitas para desenvolver os de referência e como as características são as mesma dos dois medicamentos, não há necessidade de realizá-las novamente. A diferença entre eles é apenas o nome comercial.
Uma das vantagens dos genéricos é justamente isso, ser mais barato do que o de referência, garantindo um tratamento de qualidade ao paciente por um preço acessível sem o risco de interromper o tratamento por conta do custo alto do medicamento. Esse fator impacta diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS), já que com seus custos mais baixos, consegue adquirir e distribuir uma maior quantidade de medicamentos, ampliando o acesso da população aos tratamentos indispensáveis.
Dessa forma, escolher um medicamento genérico ao invés do de referência deve considerar tanto a orientação médica quanto a realidade econômica, sem comprometer a eficácia do tratamento, pois, independente da escolha, trará resultados, já que possuem a mesma molécula e eficácia; foram aprovados pelos órgãos reguladores e são tão confiáveis quanto a referência.



