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A verdadeira pressão democrática

O Diário - 8 de março de 2026

A verdadeira pressão democrática

A verdadeira pressão democrática

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O político em exercício de mandato aprende que escutar é uma virtude. A prática mostra que falar, fazer discurso, determinar e despachar fazem parte do "manual da vida política". Mas um dirigente atento, observador e consciente assimila com o cotidiano que escutar é um exercício extremamente democrático. O cenário tecnológico contemporâneo, o avanço dinâmico, a veloz avassaladora e as ramificações epidémicas provocaram uma nova cultura comportamental. A mudança é imensa.

Agora, o político em exercício deve zelar pela arte da escuta, evitando ser contaminado pelo egoísmo e a vaidade – nem sempre o bem comum e a verdade – pelo exibicionismo e conflito. Alguns chegam a dizer que é preciso "casca dura" para aprender a "apanhar". Entretanto, o discernimento é uma exigência ainda maior do que a pele, porque requer inteligência emocional, consciência crítica interior e amadurecimento consciente.

Tudo é permitido, mas nem tudo é positivo, escreveu Paulo aos Coríntios. "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém" implica o princípio que ensina sobre usar a liberdade com responsabilidade e sabedoria, não apenas no dizer como no ouvir.

Barretos também tem os sintomas de libertinagem, com fake e falsidades, afetando a vida política. É um mal que veio para ficar, atingindo tanto a educação quanto a cultura, o desenvolvimento e o crescimento. Inteligência Artificial tende a amplificar, aprofundar e afetar ainda mais a vida do político em exercício, até mesmo porque também vai usar das ferramentas.

A verdadeira pressão democrática, entretanto, continua sendo ética, verdadeira e humana.