A Vida Nova que Brota da Páscoa
Diocese de Barretos - 8 de maio de 2026
A Vida Nova que Brota da Páscoa
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Por Pe. Pedro Lopes, Vigário Paroquial São Miguel Arcanjo, Miguelópolis-SP
O Tempo Pascal é o coração do ano litúrgico. Durante cinquenta dias, a Igreja celebra, com alegria intensa, a vitória de Cristo sobre a morte. Não se trata apenas de recordar um acontecimento passado, mas de viver uma realidade presente: Jesus ressuscitou e está vivo no meio de nós. A Ressurreição não foi imediatamente compreendida pelos discípulos. Os Evangelhos mostram que, diante do túmulo vazio, surgiram dúvidas, medo e até incredulidade. Isso revela que a fé pascal é um caminho, uma experiência que amadurece com o encontro pessoal com o Ressuscitado. Também nós, muitas vezes, vivemos algo semelhante: cremos, mas ainda carregamos inseguranças, medos e resistências interiores. No âmbito da Catequese em geral, o Tempo Pascal nos ensina que a Ressurreição inaugura uma vida nova. Pelo Batismo, fomos inseridos nesse mistério: morremos com Cristo para o pecado e ressuscitamos com Ele para uma vida nova (cf. Rm 6,4). Essa verdade não é apenas simbólica, mas concreta: somos chamados a viver como pessoas transformadas pela graça. Isso implica uma mudança de mentalidade e de atitudes. A vida nova da Páscoa nos convida a abandonar tudo aquilo que nos afasta de Deus: o pecado, o egoísmo, a indiferença. Ao mesmo tempo, nos impulsiona a cultivar as virtudes cristãs: a fé firme, a esperança que não desanima e a caridade que se traduz em gestos concretos. A alegria pascal, portanto, não é superficial. Ela nasce da certeza de que o mal e a morte não têm a última palavra. Em Cristo, tudo pode ser renovado. Mesmo diante das dificuldades da vida, o cristão é chamado a testemunhar essa esperança. Viver o Tempo Pascal é, assim, renovar diariamente a própria fé na Ressurreição e permitir que ela transforme a vida concreta. Cristo ressuscitou — e com Ele, somos chamados a ressurgir para uma vida nova.




