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Agressão não é luta por Direitos

O Diário - 7 de outubro de 2026

Agressão não é luta por Direitos

Ana Paula Febatis Pedagoga e Pós-graduada em Sociologia da Educação e Cultura

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A agressão vivida por uma gestora escolar em Barretos não é um fato isolado, mas a fratura exposta de uma Educação fragilizada. O caso me fez lembrar a dor de vivenciar uma situação: após a gestão acionar os protocolos legais diante das ausências de uma criança, esgotando tentativas prévias de solução, fui surpreendida, um ano depois e já atuando em outra área, com uma intimação no meu trabalho para prestar esclarecimentos na delegacia. Tempos depois, ao encontrar a responsável, fui hostilizada publicamente por ela, que enxergou a ação como perseguição pessoal da minha parte, ignorando minha tentativa de explicar que eu sequer tinha conhecimento daquele encaminhamento. Esse episódio expõe como o profissional da educação torna-se o alvo solitário de tensões sociais complexas. A violência contra educadores revela a urgência de uma abordagem ampliada, na efetividade das políticas públicas educacionais. É crucial diferenciar a luta por direitos na Educação, da agressão. Reivindicar, discordar e exigir acolhimento são atos legítimos da cidadania e da democracia, mas a agressão é a falha evidente do diálogo, transformando o território do saber em espaço de medo. As soluções para esse cenário exigem diálogo, afeto e intersetorialidade integradas, pois a escola não pode carregar sozinha as demandas do desamparo social, é necessário, implementar a Lei nº 13.935/2019, que prevê a presença de assistentes sociais e psicólogos escolares, desmistificar a busca ativa como punição e exercitar a Comunicação Não-Violenta nas redes públicas de ensino. 

Defender a gestão e docentes é construir um ambiente onde a comunidade escolar possa manifestar suas dores e frustações, mas, com mediação de conflitos, condutas e boas práticas, pois o profissional não pode ser um alvo, diante do desamparo burocrático do sistema educacional.