Esqueci minha senha
Ato cobra justiça por morte de mulher e mobiliza população em praça

Sandra Moreno - 27 de abril de 2026

Ato cobra justiça por morte de mulher e mobiliza população em praça

JUSTIÇA: Vera Lúcia e Denise, mãe e irmã de Deise, participaram da mobilização

Compartilhar


Um ato contra o feminicídio reuniu familiares, autoridades e moradores na Praça da Primavera, em Barretos, na segunda-feira (27), em protesto pela morte de Deise Batista, de 33 anos. Ela morreu no dia 21 de abril, após ter 92% do corpo queimado por produto inflamável. O suspeito, Lucas Antônio Bernardino, de 38 anos, foi preso após fugir para Minas Gerais. Com cartazes e roupas pretas em sinal de luto, os participantes pediram justiça e mais ações de combate à violência contra a mulher. A mobilização foi impulsionada pela comoção gerada pelo caso, que deixou duas filhas órfãs. Participaram do Ato vereadores, o vice-prefeito Mussa Calil, vereadores, OAB,  além de integrantes de entidades sociais e projetos do município, reforçando o caráter coletivo da manifestação.

Irmã da vítima, Denise Batista fez um apelo emocionado. “Eu não tenho chão mais. A filha dela pergunta se a mãe vai voltar para casa, e não vai. Eu só peço justiça. Não deixem minha irmã virar estatística. Nenhuma mulher merece isso”, disse.

REDE

A secretária de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, Juliana Adão, destacou a importância da rede de apoio e da denúncia. “É fundamental não negligenciar nenhum sinal. O município tem equipamentos como o CRAM, que oferece apoio psicológico e orientação. A mulher pode procurar ajuda desde os primeiros indícios de violência. A união da sociedade é essencial para enfrentar essa realidade”, afirmou.

CRAM

A coordenadora do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM), Fernanda Nogueira, reforçou a necessidade de atenção aos sinais. “Qualquer situação de violência deve ser levada a sério. Estamos preparados para acolher, orientar e acompanhar essas mulheres. É um momento de dor, mas também de união para que casos como esse não se repitam”, disse. Já a escrivã de polícia Taciana Nunes chamou atenção para a importância do registro de ocorrências. “A vítima não tinha boletim de ocorrência nem medida protetiva. Isso mostra que ela não procurou a rede de proteção. Precisamos que as mulheres denunciem e confiem no trabalho da Delegacia da Mulher. 

Quando tomamos conhecimento, agimos com rigor”, explicou.

Ao final da manifestação, balões pretos foram estourados e um coro por justiça foi entoado pelos participantes, encerrando o ato com um apelo coletivo contra a violência e o feminicídio.