Auditoria da Justiça Eleitoral verifica urnas antes da eleição
Sandra Moreno - 25 de setembro de 2026
ELEIÇÕES: Alessandra explica processo de verificação das urnas aos presentes e autoridades
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A Justiça Eleitoral realizou na quinta-feira (24), no Cartório da 21ª Zona Eleitoral, a cerimônia de auditoria, preparação e lacração das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições gerais de 4 de outubro. O procedimento foi conduzido pela chefe do Cartório Eleitoral, Alessandra Tamarozi e pela técnica judiciária Lauren Paro, e acompanhado pelo juiz eleitoral Ricardo Triute, pelo promotor eleitoral Matheus Botelho Faim, pelo presidente da 7ª Subseção da OAB, Belisário Rosa Leite Neto, representantes de partidos e imprensa.
Duas urnas foram utilizadas na apresentação, representando todas demais no processo, uma destinada a Barretos e outra a Colômbia. A 21ª Zona Eleitoral possui 257 seções eleitorais em Barretos e 17 em Colômbia.
Durante a cerimônia foram demonstradas etapas técnicas da preparação dos equipamentos, como o carregamento das mídias, verificação dos dados, testes de funcionamento, emissão da zerésima e aplicação dos lacres. A legislação eleitoral estabelece que as urnas sejam preparadas, testadas e lacradas, com identificação do município, zona, local e seção a que cada equipamento será destinado. A zerésima, emitida antes do início da votação, comprova que não existem votos registrados na urna. Já os procedimentos de lacração permitem preservar os equipamentos e as mídias até o momento da votação.
O juiz eleitoral Ricardo Triute explicou que o trabalho realizado faz parte de uma preparação que começou meses antes da eleição. “Uma eleição não se faz do dia para noite. Há muitos meses a gente vem trabalhando. Eu estou como juiz eleitoral investido na função desde o ano passado. Aqui são feitas verificações das mídias, lacração das urnas, geração da zerésima e uma pequena simulação aqui. E é uma etapa solene do processo eleitoral. É muito importante, representa a soberania popular.”
A preparação das urnas inclui ainda a identificação dos equipamentos e o acondicionamento seguro das mídias. O promotor eleitoral Matheus Botelho Faim destacou que a atuação do Ministério Público ocorre também de forma preventiva. “O Ministério Público, no processo eleitoral, atua de duas maneiras: preventivamente, como nós estamos aqui na cerimônia de auditoria das urnas, para garantir a higidez do processo eleitoral.”
Faim explicou que a cerimônia também permite verificar a correspondência entre os candidatos habilitados e aqueles que estarão disponíveis na urna. “Ela garante não só que exista uma idêntica correlação entre os candidatos que tiveram as candidaturas deferidas e aqueles que vão aparecer na urna, que tenha, por exemplo, como é o caso da impressão da zerésima, a ausência de qualquer voto atribuído a qualquer um destes candidatos.”
OAB
O presidente da 7ª Subseção da OAB, Belisário Rosa Leite Neto, ressaltou o acompanhamento da entidade. “Essa é uma confirmação da nossa democracia, que é a auditoria das urnas. E a OAB, como entidade que sempre acompanha os processos eleitorais no nosso país, está aqui presente para que se certifique de tudo que a transparência mais uma vez será realizada.”