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Barretense atua como voluntário nas Olimpíadas de Inverno na Itália

Sandra Moreno - 27 de fevereiro de 2026

JOGOS OLIMPICOS

ESPORTES: Otávio Martins, nos Anéis Olímpicos, integrou a equipe de voluntários dos jogos

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Otávio integrou equipe organizadora e viveu emoção da medalha inédita do Brasil sob frio de -13°C

Aos 24 anos, o barretense Otávio Zanetti Martins trocou o calor de seu país pelo frio intenso de até -13°C para atuar como voluntário nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026. Durante duas semanas, ele esteve em Livigno, na Itália, trabalhando no Livigno Aerials & Moguls Park como “Event Services Volunteer”.

VOLUNTÁRIOS: Otávio (5º da 2ª fileira da esq. para dir) e o grupo que atuou nos Jogos
Morando em Valencia, na Espanha, desde setembro de 2023, Otávio é formado em Relações Internacionais pela PUC-SP e possui mestrado em Gestão Esportiva pela ESBS Valencia. Atualmente, trabalha em uma empresa de consultoria esportiva, onde desenvolve projetos estratégicos para organizações e federações internacionais.
Nos Jogos, sua função foi essencial para o bom funcionamento do evento. Ele trabalhou no gerenciamento de acesso ao local de competição, orientando o público, verificando ingressos, organizando o fluxo de visitantes e dando suporte operacional, inclusive na administração de achados e perdidos e no esclarecimento de dúvidas gerais.

EXPERIÊNCIA: Nos jogos, o barretense estava sempre nos locais de provas sob frio congelante

“Eu sempre assisti às Olimpíadas desde criança e queria viver isso na prática. Trabalhar num evento desse porte é entender que são anos de preparação para entregar um único dia perfeito de competição”, afirmou.

FRIO
O desafio, no entanto, foi além da organização. “Eu nunca tinha enfrentado menos 10 graus na vida. Chegou a fazer -13°C. Para quem saiu de Barretos, foi um choque. Mas é uma experiência que me transformou como profissional e como pessoa”, contou.
Brasileiro em território gelado, Otávio viveu um dos momentos mais marcantes da história do país nos Jogos de Inverno: a conquista inédita de ouro por um atleta brasileiro, através de Lucas Pinheiro.
“Quando saiu a notícia, todo mundo veio falar comigo. Diziam: ‘O Brasil ganhou!’ Eu ainda estava tentando processar. A ficha não caiu até agora. A gente se abraçou, eu e outra voluntária brasileira, e foi emocionante demais. Trabalhando lá e vendo o Brasil fazer história… é algo que vou levar para sempre”, relatou, emocionado.
EXPERIÊNCIA
Segundo ele, a experiência reforçou sua paixão pelo esporte e ampliou seus horizontes. Antes da Olimpíada, Otávio já havia atuado como voluntário em dois torneios de tênis em Valencia. “O esporte é muito mais amplo do que a gente imagina no Brasil. Aqui na Europa, você vê a força de várias modalidades. Existe toda uma estrutura estratégica, federações, planejamento. Isso abriu minha cabeça”, explicou.
Empolgado com o futuro, o barretense já traça novos objetivos. “Quero estar na Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil e também de olho na Copa de 2030 aqui na Espanha, Portugal e Marrocos. O que vem pela frente são eventos cada vez maiores. Quero continuar me jogando no mundo, mas sempre representando a nossa querida Barretos.”
E finaliza: “Daqui para frente é conquistar novos países, novos eventos e continuar vivendo o esporte por dentro. É isso que me move.”