Barretense inicia segundo mandato no Conselho Estadual da Comunidade Negra
Sandra Moreno - 7 de fevereiro de 2026
REPRESENTAÇÃO: Luciana (centro) junto aos novos membros do Conselho durante a posse
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A advogada barretense Luciana Pena iniciou seu segundo mandato no Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra (CPDCN), órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo. A cerimônia foi realizada no Palácio dos Campos Elíseos, na capital paulista, marcando o início da gestão 2026–2029.
O evento contou com a presença do secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Arthur Lima, além de autoridades estaduais, ex-conselheiros, servidores públicos e familiares dos empossados. O CPDCN é composto por 32 membros, sendo 22 representantes da sociedade civil e 10 integrantes indicados pelo governo estadual.
Ao comentar a recondução, Luciana destacou a relevância do conselho no cenário estadual. “O Conselho Estadual é um órgão muito importante, porque orienta os conselhos municipais, desenvolve projetos de combate ao racismo e também acompanha denúncias. É um trabalho amplo e necessário”, afirmou.

Segundo a advogada, a decisão de continuar no colegiado está ligada à possibilidade de ampliar ações já iniciadas. “Foram quase cinco anos de atuação e eu senti que ainda tenho muito a contribuir. Participei novamente de todo o processo seletivo, apresentando currículo e projetos, e fui classificada com nota 9,0 para esta nova gestão”, explicou.
Representando novamente Barretos entre os 22 membros da sociedade civil, a conselheira acredita que a atuação no conselho fortalece políticas públicas na região. “Estar à frente do conselho é uma forma de ajudar Barretos e toda a região no enfrentamento ao racismo, com projetos, incentivos e ações voltadas ao letramento racial, que é fundamental”, ressaltou.
Entre as principais pautas defendidas está a fiscalização do cumprimento da Lei 10.639, que prevê o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas. “Vamos acompanhar se as escolas, diretores e instituições estão preparados para trabalhar a temática racial, tanto na rede pública quanto na privada e nas universidades”, disse.
Ao avaliar a realidade local, Luciana afirmou que o racismo ainda se manifesta de forma recorrente. “Antes ele era velado, hoje é escancarado. As pessoas se sentem à vontade para praticar o racismo, inclusive nas redes sociais, achando que não haverá consequências”, declarou.
Para a advogada, o enfrentamento passa necessariamente pela educação e pela informação. “Avançamos, mas Barretos ainda precisa avançar muito mais. É preciso estudo, conhecimento da história do Brasil e das leis para que a sociedade mude de fato”, concluiu.
Foram eleitos Clarina de Souza Genaro para a presidência, Alessandra Garcia Nogueira Lúcio como vice-presidente e Carlos Eduardo da Silva para o cargo de secretário. A nova gestão será responsável por conduzir os trabalhos do Conselho pelos próximos quatro anos.




