Bolinha de papel
O Diário - 11 de junho de 2026
Rosa Carneiro é empresária, escritora e integrante da Academia Barretense de Cultura
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Quando eu era mais jovem, por causa de meu caráter impulsivo, era raivosa e na menor provocação, explodia magoando meus amigos.
Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhada e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva, e me entregou uma folha de papel lisa, dizendo: “Amasse-a”!
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
- “Agora” – voltou a dizer-me, deixe-a como estava antes”.
É óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentei, o papel ficou cheio de dobras enrugado.
Então, disse-me o professor:
- “O coração das pessoas é como esse papel... a impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados. Pense sempre nisso”.
Assim aprendi a ser mais compreensiva, menos impulsiva e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro- me do professor e da bolinha de papel amassado.
A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar.
Quando magoamos com nossas ações ou com nossas palavras, logo nos arrependemos e queremos consertar o erro, mas muitas vezes é tarde demais...
Alguém disse, certa vez e sempre dá certo: “Fale quando tuas palavras sejam tão suaves como o silêncio, senão fique calado”.



