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“Calmantes na terceira idade: benefícios, riscos e cuidados”

O Diário - 15 de outubro de 2026

“Calmantes na terceira idade: benefícios, riscos e cuidados”

Marina Garcia Rodrigues Araújo, estudante do 12º período, orientada pela profª Laura de Oliveira Rezende

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Os benzodiazepínicos são medicamentos de uso controlado que atuam como depressores do Sistema Nervoso Central, causando sintomas como redução da ansiedade e indução de sono. Por esse motivo, são conhecidos popularmente como “calmantes”. Dentre eles, estão nomes famosos, como: Clonazepam, Diazepam, Alprazolam e outros. Apesar de possuírem importância clínica, esses medicamentos apresentam um problema para a saúde de diversos pacientes, principalmente os idosos. Por serem vistos como calmantes, muitas vezes são usados de forma inadvertida, e até mesmo sem receita médica, por indicação de algum colega ou familiar. A questão é que, além do efeito “calmante”, essa classe medicamentosa pode gerar diversos efeitos colaterais, dentre os quais destacam-se sonolência diurna, diminuição da coordenação motora, alteração da memória, tontura, quedas e, consequentemente, fraturas. Além disso, o paciente corre risco de desenvolver dependência e tolerância destes medicamentos, o que significa que, com o passar do tempo, necessita de doses cada vez mais altas para atingir o efeito desejado. Em pacientes idosos, esses efeitos colaterais são ainda mais significativos, e aparecem com maior facilidade. Isso acontece porque, com a senescência, diversas alterações fisiológicas acontecem no corpo humano, inclusive a diminuição do metabolismo de certos fármacos, como os benzodiazepínicos, fazendo com que seu tempo de ação e sua concentração aumentem no organismo. O grande impasse é que, de fato, a população idosa está mais suscetível a desenvolver distúrbios relacionados ao sono e quadros depressivos e ansiosos, o que pode levar a iniciar o uso de benzodiazepínicos, gerando todos os efeitos colaterais graves citados anteriormente e colocando o idoso em risco. Por esse motivo, é de extrema importância que, antes de iniciar qualquer medicação por conta própria ou sugestão de algum conhecido, o paciente busque aconselhamento médico de qualidade, para que seja diagnosticado e tratado de maneira adequada, evitando uso de drogas inapropriadas dentro do contexto de cada um.