Clima seco e saúde respiratória
O Diário - 29 de agosto de 2025

Ana Laura Gonçalves Pradela, estudante do 5º período do curso de Medicina da Facisb, orientada pela profª Ludmilla Pereira Barbosa dos Santos Carvalho
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O clima seco é uma condição climática frequente em diversas regiões do Brasil, especialmente no interior paulista. Nesses locais, os períodos de falta de chuva e a baixa umidade do ar são comuns, principalmente nos meses mais quentes e durante o inverno. Essa característica ambiental representa um fator de risco para a saúde respiratória da população.
A baixa umidade compromete os mecanismos naturais de defesa do sistema respiratório. Isso ocorre porque a mucosa que reveste as vias aéreas depende da hidratação adequada para atuar como barreira física contra agentes infecciosos e poluentes. Em ambientes secos, essa mucosa se torna ressecada, favorecendo irritações, inflamações e infecções. Com isso, há o aumento e a agravação de quadros como rinite alérgica, asma, bronquite, sinusite e faringite. Essa situação piora em pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas. Entre os sintomas mais comuns associados ao clima seco estão tosse seca, sangramento nasal, obstrução nasal, rouquidão e sensação de ardência na garganta.
Medidas preventivas que ajudam a reduzir os impactos do clima seco são: beber bastante água ao longo do dia (mesmo na ausência de sede), lavagem nasal com soro fisiológico para auxiliar na umidificação e limpeza das vias respiratória e a umidificação de ambientes (usar umidificadores, toalhas úmidas ou recipientes com água). Além disso, é importante evitar a exposição a poeiras e fumaças, que podem desencadear crises respiratórias.
Vale ressaltar que, diante do surgimento ou da piora de sintomas respiratórios, deve-se procurar orientação médica. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações. O conhecimento sobre os efeitos do clima seco e a adoção de cuidados simples são estratégias eficazes para preservar a saúde respiratória e minimizar o impacto das condições ambientais, especialmente em épocas mais secas.