Colecionador preserva a história das Copas em álbuns
Sandra Moreno - 10 de junho de 2026
FUTEBOL: Diamantino coleciona álbuns e figurinhas das Copas
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A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira, dia 11, reacendendo uma tradição que atravessa gerações: a coleção de álbuns de figurinhas. Pela primeira vez, o Mundial será disputado em três países — Estados Unidos, México e Canadá — e contará com 48 seleções participantes, número recorde na competição. O novo formato também ampliou o álbum oficial, que reúne mais de 900 figurinhas. Em Barretos, o publicitário, jornalista, professor, escritor e colecionador Marcos Diamantino mantém viva essa tradição. Colecionador de álbuns da Copa do Mundo desde a edição de 1970, no México, quando o Brasil conquistou o tricampeonato com Pelé, ele reúne em seu acervo 20 das 23 edições do torneio disputadas até hoje.
Para Diamantino, o gosto pelas figurinhas começou ainda na infância e nunca mais parou.
"Colecionar figurinha é um hábito que a gente tem desde criança. Eu lembro dos primeiros álbuns que eu colecionava. Dificilmente completava, porque muitos deles davam prêmios e não tinha aquela figurinha que faltava para você completar. Mas eu sempre gostei de colecionar não só figurinhas, como histórias em quadrinhos. O álbum se transforma num momento de aproximação social e é por isso que eu gosto de colecionar os álbuns."
Segundo ele, os exemplares mais antigos são justamente os mais raros.
"Os álbuns mais valiosos são aqueles dos anos 70 para baixo, porque eram feitos com um material bem popular e se desgastavam muito. Eles eram democráticos também, porque custavam barato e a maioria das crianças tinha acesso. Hoje a gente pode dizer que ficou um pouco mais elitizado."
O colecionador explica que muitos dos álbuns antigos precisaram ser garimpados ao longo dos anos.
"A partir de 2002, eu e minhas filhas começamos a colecionar e adquirir as figurinhas para colar. Antes disso, foram todos garimpados."
Entre as peças mais especiais estão os álbuns das Copas de 1970, 1982, 1986 e 1990, além de exemplares brasileiros lançados por editoras nacionais, quando as figurinhas vinham junto com balas e chicletes, tradição comum entre as crianças da época.
Com a chegada da Copa de 2026, Diamantino já iniciou mais uma missão: completar o novo álbum. Segundo ele, a coleção continua despertando paixão, apesar dos custos maiores.
"Esse álbum está bem diferente este ano. São 48 equipes e mais de 900 figurinhas. Você imagina a dificuldade que é completar esse álbum. Hoje ele ainda está faltando muitas figurinhas, mas até o final da Copa eu vou fechar."
O colecionador também observa que montar um álbum se tornou um hobby mais caro do que no passado, mas acredita que a tradição continua viva entre diferentes gerações.
A expectativa para o Mundial também é grande. Torcedor da Seleção Brasileira, Diamantino espera ver o Brasil voltar ao topo do futebol mundial.
"Eu, lógico que vou torcer. Vamos ver se esse ano eles acertam. Quem sabe o hexa chega. Eu sou um cara privilegiado porque acompanhei a Copa de 70, depois 94 e 2002, quando o Brasil foi campeão. Vamos ver se agora, nos Estados Unidos, vai dar sorte para a gente mais uma vez."



