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Consciência e conservadorismo

O Diário - 19 de julho de 2026

Consciência e conservadorismo

Rogério Ferreira da Silva é cirurgião-dentista

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Talvez uma das maiores maturidades pode desenvolver seja aprender a separar princípios de idolatria. Porque uma coisa é apoiar ideias, valores e posicionamentos. Outra completamente diferente é acreditar que qualquer crítica automaticamente transforma alguém em inimigo. E talvez seja exatamente isso que esteja acontecendo dentro da própria direita hoje. O ponto nunca deveria ser “defender político a qualquer custo”. O ponto deveria ser defender verdade, coerência, transparência e investigação séria – independentemente de quem esteja envolvido. Porque quando conservadores começam a agir como torcida organizada, perdemos exatamente aquilo que sempre criticamos nos outros: a incapacidade de questionar os próprios. E isso é perigoso. Todo cidadão tem direito de se posicionar, opinar, questionar e expressar frustração diante de notícias, escândalos ou contradições políticas. Concordar ou discordar faz parte da democracia. O que não faz sentido é transformar qualquer divergência em guerra interna. No fim, a direita deveria estar unida por princípios maiores: família, liberdade, mérito, responsabilidade, fé, empreendedorismo e defesa de valores conservadores. Não por devoção cega a sobrenomes políticos. Porque políticos passam. Projetos políticos passam. Mas os valores que sustentam uma sociedade saudável precisam permanecer. E talvez esteja faltando exatamente isso agora: maturidade para debater sem destruir, questionar sem idolatrar e discordar sem transformar o outro em inimigo. O conservadorismo forte não nasce da cegueira. Nasce da consciência. E talvez seja exatamente essa consciência que a nossa geração precisa aprender a preservar daqui para a frente. E esse assunto vai muito mais longe do que parece... Um ótimo domingo para você!