Continuo aprendendo – Capítulo IV
O Diário - 22 de agosto de 2026
EVARISTO ANANIA DE PAULA. Advogado. Promotor de Justiça aposentado
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Nesta série acerca da contínua aprendizagem deparei-me com outro escrito dizendo que “quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem, não significa que elas se amem”.
De fato, se pararmos para observar o que vem ocorrendo, mormente no período pré-eleitoral que já estamos vivenciando, especialmente através dos processos das coligações ou federações partidárias, onde dois ou mais partidos políticos se unem, não só para as eleições majoritárias (presidente, governadores e senadores – coligações e federações), como também e especialmente para as eleições proporcionais (deputados federais e estaduais - federações), o fenômeno torna-se evidente e, de repente, não mais do que de repente, passamos a observar as famosas e já tão decantadas uniões eleitoreiras e factíveis, nem que sejam momentâneas e duráveis até o fechamento das urnas, contagem dos votos e diplomação dos eleitos.
Como já bem disse um grande amigo, são tabus, com data marcada para seu encerramento. Com efeito, não é raro verificarmos, até mesmo em filmagens e/ou “santinhos” que inimigos declarados unem-se e às vezes até dão os braços para uma “boa causa”, nem que isso possa redundar em acréscimos no montante do tão famigerado e devastador fundo partidário, ou mesmo o FEFC e seu potencial desvio de finalidade.
O fenômeno supra declinado será mais visível aos níveis municipais e estaduais e as uniões são tão evidentes que o eleitorado bem sabe identificar o quanto essas alianças são falaciosas e não exprimem sequer a vontade intima dos próprios candidatos unidos apenas efemeramente. Por isso mesmo precisamos estar atentos e especialmente precavidos, eis que dois anos passam velozmente e 2.028 já está a bater em nossas portas.