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Coronel recebe honraria e se despede da PM 

Sandra Moreno - 11 de abril de 2026

Coronel recebe honraria e se despede da PM 

Coronel Flávio D´Arbo destaca trabalho junto ao Batalh

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O coronel Flávio Mira D’arbo encerrou no dia 2 de abril sua trajetória à frente do 33º Batalhão de Polícia Militar do Interior, em Barretos, ao ingressar na reserva após mais de 33 anos de atuação na Polícia Militar. Desse total, 28 anos foram dedicados ao próprio batalhão.

A despedida oficial ocorreu durante a cerimônia de comemoração dos 40 anos do batalhão, realizada na sexta-feira, 10 de abril, no auditório da Facisb. Na ocasião, o coronel foi homenageado pela trajetória e recebeu a Medalha Batalha de Montese, concedida pelo Instituto Histórico Militar (IHM). A honraria reconhece militares e civis que preservam a memória da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial, especialmente pela atuação na tomada de Montese, em abril de 1945.

Em entrevista, D’arbo definiu sua trajetória como “uma missão”. Segundo ele, o trabalho na corporação foi marcado pela busca por equilíbrio, diálogo e respeito. “Para cumprir uma missão, a gente precisa de sabedoria e humildade para contar com as pessoas. Todo mundo tem capacidade, e o segredo é saber se comunicar e dar oportunidade”, afirmou.

O coronel destacou que sua principal satisfação foi conseguir resolver desafios sem conflitos. “Consegui resolver os problemas sem machucar ninguém, sem desrespeitar ninguém. Isso é muito gratificante”, disse.

D’arbo ingressou na Academia do Barro Branco em 1993, aos 17 anos, e chegou a Barretos em 1998, após concluir a formação. Ao longo das décadas, acompanhou o crescimento do 33º BPM/I, que atende atualmente 19 municípios e uma população de cerca de 500 mil habitantes.

Ao deixar o comando, ele ressaltou o vínculo criado com a tropa. “Os comandados são uma segunda família. A farda é uma segunda pele”, afirmou. O oficial também destacou que deixa um sucessor preparado, o major Righetti, apontado por ele como um líder capacitado e com perfil humanizado. “Isso me traz tranquilidade. Sei que os policiais continuarão bem amparados”, disse.

O coronel afirmou ainda que espera ter deixado um legado baseado no exemplo e na valorização das pessoas. “Acredito que contribuí para formar profissionais e fortalecer a equipe”, concluiu.