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Corujas atacam no entorno do Boi Soberano e geram alerta

Sandra Moreno - 6 de agosto de 2025

coruja

NATUREZA: Guilherme no local onde as corujas tem seus ninhos

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Ataques noturnos têm assustado visitantes e biólogo explica comportamento das aves e orienta população

Visitantes do Parque dos Lagos, têm relatado ataques frequentes de corujas no entorno do monumento do Boi Soberano. Os episódios ocorrem, principalmente, à noite e têm gerado preocupação entre os frequentadores da área.

Uma das vítimas foi a adolescente Sofia, de 13 anos. Ela foi surpreendida por uma das aves ao chegar com a família para visitar o monumento. “Eu estava com minha mãe. A coruja veio e atacou minha cabeça, eu só consegui gritar e me abaixar”, contou Sofia.

A mãe da jovem, a gerente geral Letícia Pires, relatou o susto. “A gente sabe que é um parque, que tem natureza, mas não imaginávamos que isso poderia acontecer. Foi muito rápido, mas o susto foi grande. Depois vimos que não era um caso isolado”, disse. A família tinha como companhia um cãozinho de estimação.

Para entender o comportamento das aves, a reportagem do O Diário   convidou o biólogo Guilherme Soares, especialista em pássaros e aves de rapina. Ele localizou três corujas adultas na Praça do Japão, em frente ao monumento do Boi Soberano: uma fêmea e dois machos, da espécie coruja-buraqueira, comum na região.

Segundo o especialista, os ataques estão diretamente ligados ao período reprodutivo das aves.

“É uma espécie urbana, que normalmente é pacífica, mas estamos no meio da fase de reprodução. Quando há ovos ou filhotes no ninho, ou mesmo cães por perto, elas se sentem ameaçadas e reagem para defender o território”, explicou.

Guilherme também deu dicas simples para evitar ataques:

“Não há o que fazer além de respeitar o espaço delas. A recomendação é usar um chapéu ou boné, evitar se aproximar da área onde elas estão e, se possível, não levar animais de estimação. É um período de defesa e, após isso, o comportamento volta ao normal.”

Enquanto a equipe esteve no local, as corujas apenas observaram à distância. O alerta, agora, está dado: as aves estão apenas cumprindo seu instinto de proteção — e os visitantes, com atenção, podem evitar sustos maiores.