Decoradora procura a polícia e denuncia estelionato
luis.nascimento - 19 de setembro de 2025
Caso deve ser encaminhado para investigação na Central de Polícia Judiciária
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Uma decoradora de 48 anos compareceu ao Plantão Policial em Barretos às 19h30 de quinta-feira (18).
Ela relatou que contratou um empréstimo junto ao Banco Facta, no valor de R$ 7.518,18, intermediado por uma funcionária de uma empresa de crédito, pessoa conhecida com quem já havia realizado negociações anteriores.
Segundo a vítima, não foi mencionada qualquer cobrança de seguro no momento da contratação.
O valor foi regularmente creditado em sua conta no Banco Mercantil na manhã de quinta-feira.
No final da tarde, recebeu uma ligação em que a pessoa se apresentava como funcionária do Banco Facta, com o pretexto de realizar uma pesquisa de satisfação sobre o empréstimo.
A interlocutora apresentou dados que condiziam com a contratação.
Informou que as parcelas seriam de R$ 212,00 por mês, em 80 vezes, acrescidas de um seguro de R$ 156,00 por parcela, totalizando R$ 368,00 mensais.
A decoradora contestou a cobrança do seguro, afirmando que não havia sido informada sobre tal valor, e manifestou interesse em cancelar o contrato.
A ligação foi transferida para um suposto responsável financeiro que passou a orientar a vítima, inclusive solicitando compartilhamento de tela.
A mulher, acreditando estar sendo assessorada pelo banco, realizou a devolução do valor do empréstimo via Pix, momento em que percebeu tratar-se de um golpe.
O montante de R$ 7.518,00 foi transferido para uma instituição financeira, tendo como beneficiário um indivíduo identificado apenas como "N”.
Posteriormente, a vítima entrou em contato com o Banco Facta, sendo informada de que o contrato permanecia ativo.
Ela comunicou o ocorrido à intermediadora, a qual demonstrou comportamento estranho e sugeriu que o boletim de ocorrência fosse registrado apenas no dia seguinte.
A vítima foi devidamente orientada quanto à possibilidade de solicitação de devolução por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
O caso foi registrado como estelionato.




