Dedicação ao servir dá a Rosa Pires o título de Gente que é Notícia em Filantropia
Sandra Moreno - 30 de novembro de 2025
FILANTROPIA: Rosa da fé ao serviço - uma história de dedicação comunitária
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Homenageada tem trajetória marcada por serviço, solidariedade e compromisso
Aos 73 anos, Rosa Maria Pires de Oliveira, indicada ao Diploma Gente que é Notícia 2025 na categoria Filantropia, é daquelas figuras que se tornaram referência silenciosa e indispensável na vida comunitária barretense. Casada com José Eduardo há 45 anos, mãe de dois filhos e avó de quatro netos, carrega uma história moldada pelo trabalho e pela doação ao próximo.
Filha de uma família profundamente católica, aprendeu desde cedo o valor de contribuir. Lembra com carinho das quermesses na Paróquia do Rosário, ainda criança, quando os tios a deixavam “vigiando os engradados para ninguém mexer”. Ali, sem perceber, começava a trilhar o caminho que seguiria por toda a vida.
Na adolescência, já demonstrava determinação: apresentou-se ao escritório de contabilidade de seu Aparecido Bóro pedindo trabalho “só para aprender”. Ficou anos ali, até ser encaminhada ao Bradesco, onde construiu sua carreira antes de ingressar na Fundação Pio XII, Hospital de Amor permanecendo no setor administrativo por mais de 25 anos. Mas é na filantropia que Rosa se reconhece.
Foram 35 anos de dedicação à Paróquia do Bom Jesus, 20 anos ajudando a irmã Inês na Vila dos Pobres, e mais de 37 anos atuando na Cidade de Maria, sendo presença constante no Arraial da Alegria desde os primeiros passos do evento. Ela lembra da construção dessa trajetória com simplicidade: “A gente começa a ajudar e vira família. A gente vai pegando amizade, vendo as dificuldades. Daí você não consegue mais largar”.
Rosa se tornou conhecida pela coragem de pedir ajuda quando necessário. “O povo me vê e já quer correr”, brinca, afirmando que pedir nunca foi problema quando o objetivo é ajudar alguém ou fortalecer uma obra. No Arraial da Alegria, ela reconhece a força da união: “A gente não faz nada sozinha. É uma equipe maravilhosa, 100%. Se não fosse essa equipe, nada tinha chegado onde chegou”.
A notícia da indicação ao Diploma chegou em forma de surpresa. “Achei que era brincadeira do Diego. Nem entendi na hora”, conta. Quando caiu em si, emocionou-se. “A gente pensa: por que eu? Tem tanta gente mais importante. Mas é emocionante. E é de todos nós.”
Com humildade, Rosa divide o reconhecimento com todos que caminharam ao seu lado: voluntários, paróquias, amigos e família. E segue com a mesma disposição de sempre: “Continuar ajudando. É isso que a gente faz”.



