Delegada afirma que violência contra a mulher já é uma epidemia
Sandra Moreno - 1 de janeiro de 2026
ALERTA: Denise que coordenada a DDM de Barretos, acompanha casos
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O aumento expressivo dos casos de violência contra a mulher em Barretos, na região e em todo o estado de São Paulo tem acendido um sinal de alerta para as autoridades. A situação, classificada como uma verdadeira epidemia, envolve agressões físicas, ameaças, tentativas de feminicídio e episódios de extrema brutalidade, atingindo mulheres de todas as idades, classes sociais e níveis de escolaridade.
Segundo a delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barretos, Denise Paro, o cenário revela um problema social profundo, relacionado à forma como muitos homens lidam com frustrações, ciúmes e conflitos nos relacionamentos. “Há homens que se sentem no direito de reagir com violência diante de qualquer suspeita, discordância ou perda de controle, o que demonstra uma distorção grave no exercício da masculinidade”, afirmou.
A delegada destaca que a violência doméstica não começa, na maioria das vezes, com agressões físicas. Sinais de extremo controle são considerados alertas importantes, como vigiar o celular da mulher, exigir acesso a conversas privadas, impedir contato com amigos ou familiares, acompanhar todos os deslocamentos e restringir sua liberdade. “Ciúmes excessivos, xingamentos, injúrias e ameaças fazem parte das chamadas pequenas violências, que antecedem agressões mais graves”, explicou.
Outro ponto ressaltado é o chamado ciclo da violência, marcado por fases de tensão, agressão, pedidos de perdão e promessas de mudança. “Esse ciclo tende a se repetir e aumenta progressivamente o risco para a vítima. As promessas, na maioria das vezes, não surgem do arrependimento, mas do medo das consequências legais”, alertou Denise Paro.
A orientação da DDM é clara: não deixar que novos episódios de violência aconteçam. As mulheres devem procurar ajuda e registrar ocorrência sempre que se sentirem ameaçadas ou agredidas. O atendimento na Delegacia de Defesa da Mulher ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Fora desse horário, o registro pode ser feito no plantão policial ou pela Delegacia Eletrônica da Mulher.
“Denunciar é um passo fundamental para romper com a violência e iniciar um novo capítulo da vida, com dignidade e segurança”, concluiu a delegada, reforçando que a lei está cada vez mais rigorosa no combate à violência doméstica e que todas as forças de segurança seguem mobilizadas para proteger as vítimas.



