Desafios do uso crescente de suplementos vitamínicos
O Diário - 7 de janeiro de 2026
Eduarda Borges Alves, estudante do 4º período do curso de Medicina da FACISB, orientada pelo prof. Lucas Borges Pereira.
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O uso de suplementos vitamínicos têm se tornado frequente na população mundial. O Brasil acompanhou este crescimento, visto que hoje o mercado movimenta mais de R$ 4 bilhões. Este episódio está diretamente relacionado às propagandas nas redes sociais, que prometem mais energia, melhor desempenho e prevenção de doenças. Porém, esses produtos nem sempre são fundamentais para a saúde, e seu uso indiscriminado preocupa especialistas e órgãos de saúde. As vitaminas são nutrientes essenciais para o funcionamento do corpo humano, pois participam de processos vitais, como metabolismo energético, fortalecimento ósseo, manutenção da imunidade e regulação hormonal. Apesar da sua importância, uma dieta variada com frutas, verduras, legumes, grãos, carnes, ovos e laticínios já fornece vitaminas suficientes para as necessidades diárias do corpo humano. Todavia, o excesso de vitaminas causa hipervitaminose, uma condição que pode gerar grave risco à saúde, como lesões hepáticas, distúrbios metabólicos, problemas renais e cardiovasculares. Além disso, podem interagir com medicamentos, aumentando o risco de efeitos adversos. Por isso, a suplementação é indicada apenas em situações específicas, como em gestantes que necessitam de ácido fólico para prevenir má formação do bebê, idosos com osteoporose, indivíduos com má absorção intestinal, veganos que precisam de vitamina B12, ou pessoas com deficiências em algum tipo de vitamina comprovada por exame laboratorial. Nesses casos, os suplementos exercem papel complementar e seguro, desde que usados com orientação profissional. A ideia vendida por influenciadores nas mídias sociais de que “se é natural, não faz mal” contribui para o consumo exagerado e perigoso a longo prazo. Os suplementos vitamínicos não são medicamentos e não previnem problemas de saúde quando os pacientes não apresentam alguma carência desta substância. Por isso, a orientação de um profissional da saúde para o uso de vitaminas de maneira adequada é essencial. Cuidar da saúde ocorre por escolhas diárias: alimentação equilibrada, hábitos saudáveis e acompanhamento profissional, e não por meio de pílulas milagrosas.
Eduarda Borges Alves, estudante do 4º período do curso de Medicina da FACISB, orientada pelo prof. Lucas Borges Pereira.




