Desejo de paz – Parte 1
Diocese de Barretos - 14 de janeiro de 2026
Por Dom Milton Kenan Júnior, Bispo de Barretos
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Olhando para a situação atual do mundo, faz-se urgente que a paz seja instaurada, uma vez que nações ruem por causa de uma demonstração de poder por meio da força do armamento e da opressão que não gera liberdade, mas sim um fechamento em si que destrói tudo e todos. No dia de sua eleição, ao conceder para o mundo todo a Bênção Urb et Orb, Sua Santidade, o Papa Leão XIV, disse “A paz esteja com todos vocês! Caríssimos irmãos e irmãs, esta é a primeira saudação de Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor, que deu a vida pelo rebanho de Deus. Também eu gostaria que esta saudação de paz entrasse no vosso coração, chegasse às vossas famílias, a todas as pessoas, onde quer que se encontrem, a todos os povos, a toda a terra. A paz esteja convosco! Esta é a paz de Cristo Ressuscitado, uma paz desarmada e uma paz que desarma, que é humilde e perseverante. Que vem de Deus, do Deus que nos ama a todos incondicionalmente”. Sua Santidade mostra para todo o mundo o desejo ardente de seu coração acerca da paz, não aquela paz que provém do homem, imposta por meio da força, mas de vem Cristo, por meio do amor, da ajuda mútua, do perdão e de todos os sentimentos do Coração Dele. Mesmo diante das interpelações, confusões e incertezas, ou seja, diante da morte de Cristo, conforme observamos nos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35), os quais ficam com o coração entristecido, também cheio de dúvidas e por isso eles vão conversando pelo caminho, tristes e abatidos, não podemos desaminar, pois Ele se coloca ao nosso lado e caminha conosco. No dia 11 de maio de 2025, após a Oração Mariana do Regina Caeli, em razão do Tempo Pascal, Sua Santidade, Papa Leão XIV, proferiu as seguintes palavras sobre a paz: “A imensa tragédia da segunda guerra mundial terminou há 80 anos, no dia 8 de maio, depois de ter provocado 60 milhões de vítimas. No dramático cenário atual de uma terceira guerra mundial em pedaços, como o Papa Francisco afirmou repetidamente, também eu me dirijo aos grandes do mundo, reiterando o apelo sempre atual: ‘Nunca mais a guerra!’. Trago no meu coração os sofrimentos do amado povo ucraniano. Que se faça tudo o que for possível para alcançar uma paz autêntica, justa e duradoura o mais rapidamente possível. Que todos os prisioneiros sejam libertados e que as crianças possam regressar às suas famílias. Estou profundamente consternado com o que ocorre na Faixa de Gaza. Cessar-fogo imediatamente! Que seja prestada ajuda humanitária à população civil extenuada e que todos os reféns sejam libertados”. Jesus falou de paz aos seus discípulos, o Papa Leão XIV pede paz ainda no dia de hoje. Ainda há pessoas que não compreenderam o que de fato significa o pedido do Mestre, e por isso não o colocaram em prática. Continua na próxima quarta...




