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Diabetes e o Dilema da alimentação

O Diário - 6 de agosto de 2026

Diabetes e o Dilema da alimentação

Bruno da Silva Scacabarozi, estudante do 2º período do curso de Medicina da FACISB, orientado pela profª Larissa Vedovato Vilela de Salis

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Frases como “Aceita um bolo? Ah, me esqueci, você não pode, né!? Tem diabetes…” ou até “Ia até te oferecer, mas você não pode comer isso… tem diabetes!” são recorrentes no cotidiano de quem convive com essa condição e acabam refletindo um pensamento ultrapassado, marcado por uma visão preconceituosa e antiquada. 

O diabetes é uma doença crônica que acompanha o indivíduo ao longo de toda a vida, sendo caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue. Justamente por se tratar de uma condição permanente, a pessoa passa, com o tempo, a desenvolver hábitos e estruturar sua própria rotina, muitas vezes organizada em torno dos momentos em que é necessário o uso de medicação, geralmente associados às refeições. Como a alimentação é um hábito essencial e frequente no dia a dia, essa perspectiva pode gerar interpretações que reduzem o indivíduo à própria doença e ao tratamento, desconsiderando seu aspecto humano e afetivo. 

Decisões como poder ou não consumir determinados alimentos, por exemplo, não cabem a quem comenta, mas sim àquele que vive com o diagnóstico. Assim como alguém sem a condição busca equilíbrio para manter a saúde, o mesmo se aplica a quem convive com ela. Em outras palavras, a diferença entre os hábitos alimentares de uma pessoa com diabetes e de outra sem a doença está principalmente na necessidade de monitoramento e uso de medicação; porém, em ambos os casos, é fundamental haver moderação e consciência alimentar, o que torna os estilos de vida semelhantes. 

Por fim, para combater comentários pejorativos, é importante compreender que, apesar de ser uma condição permanente, existem tratamentos bastante eficazes, como canetas de insulina, medicamentos hipoglicemiantes, dispositivos de monitoramento glicêmico e sistemas de infusão contínua de insulina. Graças a esses recursos, a rotina de quem vive com diabetes pode se manter muito próxima daquilo que se considera normal para uma pessoa saudável