Esqueci minha senha
Dirigente avalia setor agrícola regional e destaca prejuízos com forte calor

Roberto José - 2 de janeiro de 2026

A força do agronegócio brasileiro e da região de Barretos foi destacada em entrevista ao Jornal da Manhã pelo presidente do Sindicato Rural do Vale do Rio Grande, Enio Melo Rodrigues.

Enio Melo Rodrigues durante entrevista no Jornal da Manhã Foto – Roberto José

Compartilhar


Escassez de chuvas está prejudicando a produção agrícola regional devido a baixa umidade do solo

A força do agronegócio brasileiro e da região de Barretos foi destacada em entrevista ao Jornal da Manhã pelo presidente do Sindicato Rural do Vale do Rio Grande, Enio Melo Rodrigues. Segundo ele, a agricultura teve uma grande produção em 2025, beneficiada pelas chuvas, mas o cenário de taxação dos Estados Unidos e os baixos valores praticados prejudicaram a venda dos produtos no ano passado.

Por outro lado, o presidente do Sirvarig, Enio Melo Rodrigues, disse que, no final do ano passado, as chuvas atrasaram muito, não foram suficientes e ocorreram de forma irregular. “Muita gente plantou, e outros não puderam plantar porque faltava umidade no solo. A chuva não foi boa neste final de 2025 e início de 2026. No momento, temos um cenário com soja granando, soja florando e cana não crescendo satisfatoriamente. Vamos esperar que, para este ano, melhorem a temperatura e as condições para poder plantar”, disse Enio.

Segundo o produtor rural, as altas temperaturas registradas com a onda de calor fazem com que as plantas sofram muito devido à chuva irregular. “As plantas não produzem o potencial que teriam para produzir, e esperamos que melhore a partir deste ano”, explicou.

Finalizando a entrevista, Enio Melo Rodrigues afirmou ainda que o agro brasileiro é um dos primeiros do mundo, com safras de frutas, pecuária, lavouras e produção de energia. “Nós precisamos de políticas agrícolas melhores e financiamentos mais compatíveis com a atividade, com juros menores. A falta de seguro agrícola está prejudicando muito os produtores. Do jeito que está atualmente, não tem como sobreviver, e precisamos ter um seguro para cobrir essas perdas no campo”, finalizou, destacando que a região de Barretos tem liderança na produção de cana-de-açúcar, soja e gado em confinamento.