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Doenças respiratórias pressionam hospitais no período frio

Sandra Moreno - 23 de maio de 2026

Doenças respiratórias pressionam hospitais no período frio

SAÚDE: Pneumologista, Rodrigo Molina, alerta para principais doenças da estação

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Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, os atendimentos por doenças respiratórias já começam a aumentar nas unidades de saúde e hospitais. Na Santa Casa de Barretos, o cenário tem chamado a atenção das equipes médicas, principalmente pelo crescimento das internações relacionadas às síndromes respiratórias agudas e suas complicações.

O médico pneumologista Rodrigo Molina da Silva, explica que este período do ano favorece a circulação de vírus respiratórios, aumentando os casos de gripe, pneumonia, bronquiolite e agravamento de doenças crônicas, como asma, enfisema pulmonar e insuficiência cardíaca. “Os vírus circulam mais facilmente. A transmissão acontece por partículas respiratórias e, no frio, as pessoas tendem a manter janelas fechadas e permanecer em locais pouco ventilados”, explicou.

De acordo com o especialista,  a sobrecarga também impacta diretamente o sistema de saúde. Segundo ele, além das infecções virais, muitos pacientes chegam ao hospital com complicações decorrentes dessas doenças, exigindo cuidados mais intensivos. “As pessoas continuam tendo outras doenças, como infarto, AVC e acidentes, e essa carga extra de pacientes respiratórios acaba pressionando pronto atendimentos, enfermarias e UTIs”, destacou.

Entre os principais sintomas de alerta estão febre, dor de garganta, nariz escorrendo, tosse e falta de ar. O médico orienta que pessoas com sintomas respiratórios utilizem máscara, reforcem a higienização das mãos e evitem contato com idosos e pacientes mais vulneráveis. “Quem estiver com sintomas deve procurar orientação médica para evitar agravamentos e também proteger outras pessoas”, alertou.

VACINA

Outro ponto destacado pelo especialista é a vacinação contra a influenza, disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde. A campanha segue até o dia 30 de maio e prioriza crianças de até 6 anos, gestantes, puérperas e idosos acima de 60 anos, além de profissionais da saúde, educação e segurança pública e pessoas com doenças crônicas.

“A vacina é segura e fundamental para reduzir casos graves e internações. A prevenção ainda é o melhor caminho”, finalizou o pneumologista.